terça-feira, 14 de julho de 2015

Micro interiores.

Chegava outro fim de semana. Sair já não era opção, era sua sobrevivência. Esquecer dos dias comuns, da rotina fria do dia-a-dia, o inspiravam. E ir a rua significava o retiro do seu pequeno mundo-comum, e está nela elevava seu espírito. Saia com a sede de quem busca um mundo novo. E assim foi. Sem perceber o fluir das horas - a noite passava na velocidade das luzes de neon, do pulsar da música no seu corpo. Naquele lugar-festa as luzes não eram mais raios luminosos, eram momentos de fluidez. De luminescências psicodélicas que vaporizavam o espaço-tempo. O vapor subia e o vento soprava sensações e lembranças. A sua consciência percebia o mundo, mas não apenas isso, ela via seu microcosmo e o seu micro caos - ambos compartimentados no seu lugar-coração. O lugar das sensibilidades guardadas e nem sempre compartilhadas. Desse seu lugar-sensível emergiram lembranças do lugar-proteção - e que agora se tornaram o seu lugar-solidão. E o peso de se encontrar sozinho pesou. Desejou sua contraparte. Seu lugar-proteção. Exatamente ali. A parte cuidado personificado em sangue, carne e ossos. Mas sabia que estava sozinho. Só então teve que cuidar-se. Olhou para seu micro caos, porque nele também habita sua contraparte. O equilíbrio - em seu estado de micro ordem. E olhando para si, viu o seu pulso de vida, pulso de continuidade. E apesar do seu lugar-proteção não está ali, mesmo assim conseguiu voltar para festejar o seu estado de cosmo interior.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Incompreendidos

Pego por um movimento circular, intenso. Entrou. Não fugiu. O vórtice aumentou. Cresceu. Engoliu. Engolia tudo.  E ele foi, e ia, ele ia, sim ele foi. Tudo era novo. Tudo. Mas o rápido movimento, não era só rápido, também era lento. No final não era só o movimento era o cotidiano. A rotina. O não movimento. O repouso. O está. A quietude. A paz. Mas nem só de paz se vive. A guerra também existe, até resiste. Resistente foi a guerra. A paz é externa. A guerra é interna. 
Há incompreensões que resistem. Há muitas dúvidas que persistem. Ele corre, pula, dança, corre novamente. Quer entender. Ele quer. Gira um movimento circular. Mas dessa vez não é circular, é uma reta, com um muro fechando a rua. Ele não corre. Ele não sai. Ele está. Aqui. Restam novamente as palavras incompreendidas. Restam o silêncio. Restam pensamentos. Restam. Restos meus. O que fazer com tanto que não pode ser dito? Restando ainda silêncio, distância, medo. Restou muito disso. Medo. Estou com medo. Tenho medo. Tanto. Medo de não dizer mais nada, medo de me calar, de fechar parte de mim que quer falar. Se vai ouvir? Não sabemos. Se vai servir? Não sabemos. Nunca sabemos. Eu sei. É isso, medo de não ser ouvido. Esse sim é também meu medo. Mas talvez eu não fale mais. Talvez, apenas. De muitas coisas que sou, sou a confusão, sou a incompreensão. Talvez por ser isso. Eu falo assim. Apenas assim. Para ninguém me ouvir.

sábado, 15 de novembro de 2014

Versos incompletos do Fênix de gelo



Há um de nós que não arde no fogo, que não nasce de suas chamas,
Há um de nós que é de gelo, nasce do frio, das águas congeladas,
Há um de nós que tem olhos gélidos, de uma alma dura e fria
Há um de nós que se chama de Fênix de Gelo

Mas mesmo o gelo se quebra e se refaz em água derretida,
Então ele por ser gelo, também é água que se derrete.
E ele se refaz pelo quebrar de seu corpo congelado,
E se derrete.
O sólido e rígido gelo.
Deixar de ser o que.
Passa a ser fluído e líquido.

Isso é o que ele quer,
Essa fluidez dentro de si.
E para fora de si.

[...]

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Estranheza

Estranheza.

Inquietude sentida. Nem forte nem fraca, constante. Há um sussurro continuo de dentro para fora.
As palavras não são compreendidas, mas o som nem fraco e nem forte, permanece.
O que fazer? Porque se é forte você grita e extravasa, se fraco você deixa passar e sossega.
Mas o que fazer com algo que não tem força para sair e nem para se aquietar, e isso está dentro de você.
Essa constância é estranha. O pensamento recorrente é estranho. A sensação é estranha.
Me tornei um desconhecido de mim mesmo? Porque tudo é eu fiz foi por querer paz de espírito, mas ela não está, simples assim. A guerra seria a minha paz? É essa a mensagem nas palavras incompreendidas do sussurro que sussurra dentro de mim? Estranho coração que não sossega. Que laço é este que você me prepara para que eu caia? Não cairei!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Precário

Estou precário,
As palavras saem erradas
A mente esquecida, não recorda exatamente o que precisa ser dito,
O certo é atravessado pelo erro
Sou atropelado por mim mesmo
Caio
Estou caído.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Desconexões

Só curiosidade por corpos, cansa.
Há mais profundidade que a pele e o cheiro.
Descobrir isso e se encantar tem sido um mistério.
Quando essa conexão deixará o lugar mágico?
Quando o veu ira se romper?

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Nossos caminhos

Noite de sábado. Na saída com os amigos, a banda cantava velhas canções conhecidas, e o trecho da música "...sempre em frente, não temos tempo a perder" o fez lembrar: como é tolo alguém desesperar-se por querer seguir em frente. Nem sempre isso é o melhor a ser feito. Há momentos onde é necessário parar. Existe uma calma que precisa ser entendida, caso contrário, corremos o risco de atropelarmos os demais e a nós mesmos. Tocar a vida exige sabedoria, e esta pede reflexão e cuidado. Não se toca a vida como uma cachorra no cio, ou pelo menos não se deveria, temos um órgão pensante, a bem da verdade, alguns são mais prodigiosos, outros beiram a vergonha, são ignobéis. Para estes insensatos resta o desprezo e a indiferença, exatamente isso, porque a ignorância não torna a pessoa incólume as suas ações, o que você plantou você irá colher. Triste fim não acha? Ser engolidos pela própria mesquinheza de ter tocado a vida se esquecendo que era preciso parar por um minuto, porque somente assim se saberia como seguir em frente. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Lugar secreto

Abriu a antiga porta. Por trás um jardim, escolhido para ser o seu recondido, um lugar secreto, desconhecido por todos e era preciso ser assim, ali era um local de morte. Adentrava, ouvia o cântico de pássaros, cores calidas cintalavam na paisagem, as flores sempre abertas exalavam um cheiro doce acalentador, o caminho era suave até chegar a fonte d'água. Ritualístico, vestiu-se de luto. Nas mãos pedras preciosas, estranhamente estava ali por causa delas. Elas se tornaram pesadas demais, já não podia com a carga de tão pequeníssimas pedras, elas possuem o peso de lembranças, o peso de uma alma. Carregá-las consigo era o mesmo que levar uma pessoa inteira sobre suas costas, não podia mais. Decidido dar fim a tudo, entrava no jardim, a morte estava em cada canto ali, embora, tudo permanecesse assombrosamente vivo, das plantas aos pássaros, do sol as águas das fontes, tudo era vivo. Morrer ali não significava findar, era tão somente permanecer exatamente igual até ser esquecido. A morte era o próprio esquecimento. E ele entrava naquele exuberantemente jardim vivo, e lembrava que tudo naquele lugar estava ali por ele trouxe e deixou tudo ali. Quanta coisa preciosa já foi preciso deixar, para que lá fora eu pudesse permanecer vivo, estranhos paradoxos da vida. E estava mais uma vez, pelas mesmas razões de sempre, mas um valioso tesouro precisava ser esquecido, seu brilho admirável nunca mais poderia encantá-lo porque naquele lugar não havia a quem encantar, o seu admirador já não existiria, e o seu brilho seria igual aos dos outros. Ristualístico, estava de luto, porque parte dele era despedida, porque parte dele era silêncio, deixou as pedras e retornou porque já não tinha o que gotejar, porque ele precisava não se esquecer de viver.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Curta metáfora da estrela



Um rasgo cintilante é visto no céu, era uma estrela que se estardalhava luminescentemente. Sorrisos contemplam o seu cadente brilho, sem perceberem que aquele momento era uma despedida. Extasiados estavam com a beleza da morte, todos, ele mesmo se sentia embreagado com o estranho espetáculo de destruição da estrela. Ela se esfacelava em fogo e seus minguantes fragmentos anunciavam que nessa vida tudo é passagem. Os seus expectadores aquietaram-se, já não havia mais o que obeservar no céu, ela já não existia como corpo cintilante, embora imperceptível, dela restaram pequenas partículas que se agregarão a outras tão minúsculas quanto as dela para mostrar que tudo nesta vida é passagem até mesmo a morte, e que até mesmo a despedida pode ser o lugar do encontro.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Trevas e sabedoria

Nesse caótico mundo de idas e vindas, de encontros e desencontros, de relações líquidas, de efemeridades, ele se tornou um atento caminhante. Acolheu o que traziam a ele, ainda que fossem mentiras, ilusões, enganos. Recebeu tudo e não retribuiu, apenas seguiu correndo, e correu intensamente fugindo de qualquer rasgo de luz, esmerou-se por penetrar em mundos sombrios e frios procurando ardilosamente por outros, que iguais a ele, queriam uma rápida noite de desejos deliberadamente apreciados e devorados, e que iguais a ele, vázios, deveriam acordar para assim cotidianamente buscarem outros e o ciclo se manter. Tudo feito com muita atenção por que a roda não poderia ser quebrada, caso contrário, o responsável seria exilado das trevas. E naquele momento a escuridão era seu lugar secreto. Mantinha-se estático para permanecer ali, percorrendo cada ruela daquela cidade escurecida. Tinha necessidade de conhecer seus cidadãos notívagos, experimentar as suas vivências passageiras. Entendia que sua vida também seria muito breve, e apenas andando com aqueles de mesmo entendimento é que ele poderia crescer em sabedoria. Sempre repetia essa palavra em suas meditações: sabedoria, como achá-la? Essa sempre era a sua fome. Andando nas trevas ele podia ouvir sussurros que diziam: ela está aqui, ela sempre esteve aqui junto a todos esses andarilhos errantes da noite. Ele começava a ver que cada um carregava um pouco dela, mesmo os amantes de passageiros momentos, ou os que precisavavam do êxtase psicodélico, ou tantos outros incompreendidos e estigmatizados. Todos a tinham em alguma medida, e ele buscava beber esse pouco encontrado nesses outros, por isso, no tempo chamado hoje, ele estendia seus braços a todos e recebia de todos tudo, sem exigir nada em troca, mas tão somente que deixassem beber essa líquida parte que escorre dos homens, as suas escuras torpesas e iniquidades, para ele a experiência de se sentir vivo e de fazer os demais se sentirem vivos era o mais importante, embora muitas vezes isso requerece seduzir a morte para brincar com ela. Deve ser por isso que alguém cantava: piedade Senhor dessa gente careta e covarde. Quem teme a morte não poderá viver. E ele tremia diante dessas palavras, ele era medroso, mas estava ali, desafiando essa inimiga dos homens.

Sorriu por perceber sabedoria nas suas trevas.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Suas mentiras, suas verdades, suas loucuras.

Se corrompeu. Enlaçado por mentiras, vive. Brinca de saber quem engana quem. Tem consciência que se engana. E faz isso como tentativa de guardar uma pessoa, acreditando que poderão ser felizes, no futuro, apenas no futuro. Mas qual oráculo proferiu tais palavras? Nenhum. Apenas um enganoso conselheiro: o coração. E são dois mentirosos, o meu e o teu coração. 

Eu não sei você, mas eu me deixo enganar. E se você se deixa, eu não sei se é por mim que você quer se perder. Existe mais pessoas na jogada. A minha pergunta incessante é: por quem você quer se perder? Não sei se esperarei a resposta ser pronunciada.

Meus dias são impacientes, ansiedades me consomem a alma. Sou um homem doente. E para a minha cura é necessário um sacríficio. A faca já está posta em minha mão. Ofertarei o meu órgão pulsante para a ausência. Vázio sobreviverei, assim como tantas vezes no meu passado. E você será uma sombra, uma neblina que passou. Teu cheiro, teu beijo já não existirão em mim. Na realidade isso são mentiras.

Eu estou numa maldita escuridão que me embebeda com incertezas. Você se sente perdido? Eu me sinto. Por isso eu grito. E o mais difícil para mim é saber que você não pode me ouvir. Entre mim e ti há tantos abismos. E eu só vejo você do outro lado. Por isso eu grito.

A ressonante pergunta reverbera: o que eu sou hoje? Sou um homem enlouquecido com uma faca na mão e um falso conselheiro, e nós andamos no escuro. Essa é a verdade. Essa é a verdade.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Qual será a maior violência?

Qual será a maior violência? Privar a liberdade? De outrem? A nossa?
Qual será a maior violência? A que outros fazem a nós? A que cometemos a nós mesmos?
Qual será a maior violência?  Aquela que mutila o corpo? Aquela que amargura o coração? Aquela que enlouquece a razão?
Qual será a maior violência? A solidão?
Qual será a maior violência? A perda da felicidade? A falta de paz? Não amar?



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Dramático

Podemos nos encontrar? A resposta foi o silêncio. Como bom entendedor, soube o que isso significava, ainda assim, permanecia inquieto. Saber e aceitar são coisas distintas para o coração. Entendia. Seus defeitos cardíacos estavam todos aparentes. Ansiedade. Impaciência. Possessividade. Era capaz de descrever minuciosamente. Esmiuçava compulsiva-obsessivamente seu complicado órgão pulsante. Tentativas de desamar nós, eram feitas. Procurava a catarse do personagem inventado. Queria se desvenciliar das suas criações pela via mais dramática. Colocar cada palavra sentida diante da sua figura. Gritando. Vertendo. Sangrando. Perder-se desta forma, adiantaria? Friamente se reorganizava. Tendões tensos relaxavam. Uma quietude inquietante o envolvia. Flashes entorpecedores. Novamente. Novamente. Novamente. Turbilhonamento de sensações. Despedida e presença o confudem. Alegria e tristeza se fundem. Louco. Segue em frente. Apenas segue. O caminho já conhece. Para disfarçar colocou uma máscara de alegria. Sorri. Sorri. Sorri. Não sabe até quando. Realmente não sabe.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Melhor escrever

Melhor escrever. O que exatamente? Não sabe. Está sem versos, prosas, está só. Na realidade, ele tem alguém, só não quer admitir. Por que está pessoa existe apenas para ele, mas não se engane com essas palavras, achando ser um caso de esquizofrenia. Me refiro a alguém de carne e ossos. Já se encontraram e se apaixonaram. E como tantas outras vezes, tudo durou a brevidade de um encontro. Como algo tão efêmero pode trazer tantas lembranças, se perguntava. Sentia. Não são memórias que emergem, são vázios que espreitam, ocos enormes que pulsam, tentáculos de nada que se estendem... para onde, por quem? Você. Existe. Resiste. Permanece. Aqui. Os pontos foram colocados paradoxalmente como uma continuação de nossa história. Foi você mesmo que disse: a nossa 'relação' terá o desfeicho que nós decidirmos. Recordava. O medo não foi a pimenta dos encontros. Lembrava. O perigo é o estímulo dos amantes - rapidinhas fazem parte da trama -. Lastimava. O medo foi a morte. Veneno. Amargo. Intragável. Apenas um bebeu, e alguém terá ido ao seu funeral? A outra parte vive a medida do possível sem outra parte que possui uma outra parte. Partidos foram os laços. Sem despedidas. Você. Existe. Resiste. Permanece. Aqui. A morte não te tragou de mim. Tuas cinzas eu carrego. Qual melhor jeito de se fazer isso? Lançá-las ao vento ou guardá-las no meu jardim... A resposta é o silêncio. Você deu essa resposta. Silêncio. Mentira. Eu minto. Restam ecos. Ressonantes sons do passado continuam. Uma voz. Um sorriso. Um rosto. Permanecem intactos. Suspira. Há uma imagem reticente, insistente, ausente. Melhor. Ele inventou um outro para ele. Esta é sua história. Poema-prosa de pontos finais.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Seus impossíveis amores

Saia mais uma vez de casa, apesar do cansaço, seu sangue corria acelerado, e a noite o assediava, fraco não resistiu, fez as ligações de sempre e foi. Ansioso, chegou mais cedo que os demais, teve que fica esperando. Então você chegou, nossos olhos se encontraram. Algo diferente em mim aconteceu, eu quis permanecer te olhando. Meus amigos chegaram e você se aproximou. Tive que falar com eles. E dentro de mim eu dizia fique, fique, não vá. Você nos acampanhou e eu estava sem jeito, chegando ao bar você se apresentou, e eu me alegrei. Nos beijamos e, diferentemente, eu quis me deixar ser decifrado. Você falava coisas que eu não entendia, eu ficava rindo. Tivemos que nos despedir logo,  mas a noite realmente tinha valido, só por sua causa.

Amanhecia mais uma vez, e despertando, seu primeiro pensamento era voltado para as estranhas palavras que aquela pessoa havia falado, e elas ressoavam dentro dele e ele as repetia tentando aprender o que elas diziam. Sabia que algo diferente havia acontecido, por que as palavras permaneciam. Sentia-se um bobo por guarda-las, mas mesmo assim as guardou.

Se passaram mais alguns dias. Foram se encontrar. Tinham o mar, a brisa, uma música, uma estrela, e novamente um ao outro. Você havia preparado tudo. E eu sorria.

Eu sorria para você, mas dentro de mim, eu ja gotejava, uma gota que não caiu diante dos teus olhos, mas vertia em mim, eu mostrei a minha felicidadade, mas ela não é duradoura, ela é exatamente, o mesmo tempo que você cantou as nossas músicas ao meu ouvido. E eu sorria, por que fingia para mim que você não estava indo embora, quando na realidade estava. E eu sei que você não queria ir, apenas precisa ir. E eu dizia na vida não temos tudo o que queremos, e dentro de mim eu gotejava, por que essas palavras se voltavam contra mim mesmo. E eu sorria diante dos teus olhos. E eu sorria dentro dos teus olhos.

Hoje, eu ouço nossa música aqui sozinho em minha casa. E eu daqui de casa te procuro como posso, já que eu não posso te ligar. Confesso que por causa disso já estou quebrando o nosso trato de deixarmos as coisas seguirem naturalmente o rumo, me desculpe, eu tenho minhas fraquezas e elas gritam, não consigo contê-las e eu acabo gritando também para não enlouquecer.

Me desnudei, eu precisar dizer que estou aqui, me desculpe. E não se preocupe vamos contuar naturalmente seguindo o rumo das coisas.


Continua...