terça-feira, 18 de dezembro de 2007

A idade perfeita?

"Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer. Uma fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.Um tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se presente e tem a duração do instante que passa."

Texto retirado de algum lugar que não lembro mais... e que de alguma forma me tocou, talvez seja a sua visão otimista do presente: construr sonhos, viver intensamente.
Para mim o presente é incerteza, nada mais do que isso, fora lógico, as contradições, que por felicidade ou infelicidade, ainda não descobrir, caminham continuamente junto ao meu presente... Fazer o que? Mesmo assim continuo no reino dos vivos e nele pretendo ficar até envelhecer.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Sem título

Não obedeço a métrica
Nem a forma
Tão pouco a estilística
Menos ainda a coerência
Qual minha intenção?
Só provocação
Só provocação

Não quero ser demaseadamente ista

Não é minha vontade ser ista
Ser isto ou aquilo

Não é minha vontade ser ista
Nem pessimista, nem otimista
Nem muito menos extremista

Não é minha vontade ser ista
Mas ser o que sou

Não é minha vontade ser ista
Isso mesmo... pq ter um roteirista da minha vida?

Não é minha vontade ser seu ista
Isso mesmo... pq eu serveria de roteirista de sua vida?

Não é minha vontade ser ista
Mas se eu tiver mentindo para mim mesmo
Então só o futura dirá qual sou
Pessimista, otimista, extremista ou roteirista

Vazio existencial de um pessimista

Da união de óvulo a um espermatozóide, surgiu nove meses depois alguém pesando aproximadamente quatro quilos. De pais socialmente bem-sucedidos, não faltou bem material a esta criança. Ela crescia em estatura, mas algo lhe faltava. Não sabia ao certo o que era, só que era incompleta. Não entendia o porque de tal estado, afinal não sabia o que lhe faltava.

Então buscou ser preenchido por alguém, por situações, por qualquer coisa. E sem saber ao certo quem era, cresceu e percebeu tarde demais que a criança ja não existia, ora o tempo havia passado e naturalmente ele acabou se tornando um adulto.

Ou melhor seu físico era, sua aparência era de um adulto, no entanto, no seu interior continuava a mesma coisa, o vázio existencial...

Sabia agora que era culpado disso, porque tomou o caminho mais fácil para si, mesmo sabendo que o preço saíria muito caro no final, o de permanecer no vázio, sem idéias próprias, sem capacidade de discernir suas escolhas, sem direção, sendo apenas levado pela vida.

Podem se perguntar mas que destino cruel o desta criança. Ela se fazia esta pergunta e agora já sabe a resposta: aquela criança acreditava na sorte e no destino, por isso correu o risco, mas essas coisas não existem, mas somente as ESCOLHAS. No final ela estava apenas recebendo o que já havia escolhido, já que ela tinha optado por não conhecer, ou melhor, por não lutar pela sabedoria profunda da vida. Se sujeitou apenas ao comum, ao banal. Trocou sua riqueza pelo nada.

Sua aparência era de um rei, seu estado era de um miserável

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Olhos, ouvidos e boca

As vezes eu sou olho que ti quer ver
As vezes eu sou olho que quer enchegar à tudo e à todos
Mas não pense que sou mexeriqueiro
Não pense que sou bisbilhoteiro
Apenas tenho vontade de conhecer o modo de viver
Apenas tenho vontade de saber quem é você

As vezes sou ouvido para ouvir...
Seus lamentos, suas dores, suas alegrias
As vezes sou ouvido para ouvir o que você não quer dizer
As vezes sou ouvido para entender seu silêncio
E tudo isso só para te conhecer

As vezes eu sou boca
Boca que te faz sorrir, cantar e até gozar
Eu sou boca que te quer conquistar
Eu sou boca que fala sem pará e sem pensar

Eu sou assim um descontrolado
Sou assim um apaixonado por ti
Mas tudo que tenho a dizer no final é....

Um simples ai de mim, já que meu tato nunca provou a ti

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Beowulf - uma lenda existencialista

Antes de mais nada quero dar três explicações, a primeira é: em respeito aos existencialistas, dos quais alguns são amigos meus, não pensem vocês que meu desejo seja o de ridicularizar seu estilo de vida, ao associar essa corrente filosófica a um filme que para muitos é de quinta categoria, minha intenção será apenas a de falar das impressões que tal filme me troxe.

E a segunda, é que ainda sou cristão, apenas deixei de ser tão hermeticamente fechado a ortodoxia da fé, talvez e apenas talvez, por isso gosto ultimamente de fazer associações e combinações inusitadas e até contraditórias a minha crença. Faço essa segunda ressalva por achar que muitos cristãos ficam condoídos por qualquer suspeita de mancha ao seu sistema religioso e como seu que o existencialismo é ateísta, logo o primeiro cristão mais ortodoxo ao ler essa página do me blog pensará que minha intenção será a de criticar essência do cristianismo. Ainda está longe de mim tal prática. Repito falarei apenas da minha leitura e das impressões que o filme me trouxeram e nada mais.

A última é pelo fato de eu conhecer tão pouco do Existencialismo, por que ao saber pouco, acabo falando pouco e com isso sei que não estarei dando a sua devida importância e valor, assim deixo o meu pedido de desculpas aos existencialistas. Digo ainda que do pouco que sei do Existencialismo, já o respeito e considero importante.

Falando do filme agora... vejo que por trás das feições anabolizadas de Beowulf há ali uma representação que ultrapassa o simples padrão de perfeição: beleza e força. Se caso Beowulf tivesse nascido na Grécia Antiga, ele certamente seria um outro filho bastardo de Zeus ou melhor, seria irmão de Hercules. Mas ainda que Beowulf fosse realmente filho de um deus nórdico, para ele isso nada significaria, pois somente ele conduzia a sua vida, ele não atribuia a mais ninguém essa responsabilidade, a não ser a ele próprio. Bem como não havia nele uma moral do bem ou do mal...

P.S: Tudo aqui ainda são notas de um assunto que pretendo aprofundar. Ainda não fiz isso por razões muito comuns para mim, a falta de uma memória mais apurada... o que me obriga a ter que rever o filme de Beowulf, pois somente assim poderei dar mais detalhes do porque eu achar que o filme apresenta notas interessantes do Existencialismo.
Reconheço, novamente, que sei muito pouco de obras existencialistas como Sartre, por isso pretendo realizar mais leituras desse autor, até por que eu não quero ser tido por mentiroso

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Meu estado

A tempos sem dar uma única palavra, apesar de querer dizer muitas coisas. Mas comigo nada é igual aos outros, não falo por falar, é preciso que eu fervar até ao ponto de ebulição, as palavras devem sair de mim de forma visceral. Exatamente, das minhas entranhas, elas devem sair. Só assim eu consigo desabafar de verdade. Caso isso não ocorra fico apenas me debatendo como peixe fora d'água, que na tentativa de sobreviver sorve inutilmente ar. É este meu estado agora, de agônia, de debater-se.

Para mim não basta dizer o que sinto, eu tenho que colocar meu coração, minha dor, minha paixão, ou simplesmente, como na maioria das vezes tem sido, a minha loucura. Só assim me sinto aliviado.

Sem nada mais a declarar, encerro por aqui... [pelo menos por hj]

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Sapos

Estou nauseado de palavras indigestas, as quais fui obrigado a engoli-las por causa da situação, por consideração ou por simplesmente não dizer: _Não quero, não aceito, não é do meu agrado. Ainda bem que é chegada a hora sagrada do vômito. Afinal, é natural de cada organismo humano rejeitar aquilo que, no seu ventre, não "cai bem".

[Não tente me entender, pois falo apenas pra uma pessoa. Para mim mesmo, eu falo. No entanto, reconheço que há uma remota chance de você me entender; você já engoliu sapos?]

sábado, 25 de agosto de 2007

Malditos!

Denunciarei o mal do vosso ventre,
Maldita humanidade corrompida por preconceitos e mentiras
Por que não são capazes de amar a liberdade de cada ser, seja morcego ou ovelha?
Por que amam a homogeneidade?
Tolos, não podem ver que somos diferentes uns dos outros,
Que a minha diferença não me faz ser diferente, mas humano?
Ao inferno todos os preconceituosos, pois o vosso pai é o diabo!

Não pense que me julgo possuidor de espírito superior, livre de preconceitos, antes reconheço que também sofro deste grande mal enganador, deste ranço que mesmo você abominando-o ainda assim ele permanece preso a sua língua, restanto apenas a luta ferrenha para libertar-se dele. Por isso proclamei guerra contra ele, mas há um problema ao ter feito isso, eu agora estou em guerra contra mim mesmo. e AGORA SERÁ QUE SAÍREI VIVO!?!?

terça-feira, 31 de julho de 2007

Pergunstas

Como ser melhor?
Como superar-se?
Como?

São perguntas sem respostas?
São perguntas dificieis de serem respondidas?

Perguntas, quem não as possui simplesmente não vive.
Certamente é do ser humano fazer as mais diversas perguntas a respeito de qualquer assunto.
Essa é a certeza que cada um carrega.
Já as respostas nem sempre são alcançadas.

E não saber angustia o coração,
Mas angústia maior trás as respostas que não podemos suportar.
Estamos lançados a sorte: sofrermos por não sabermos ou sofrermos mais ainda pelo que sabemos, mas não estavamos preparados para saber.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Crônicas de um eu perdido

A tempos realizo leituras sobre um tema curioso, a respeito de métodos de investigação do inconsciente. Um deles me chama a atenção, pois percebi que eu mesmo poderia aplicá-lo em mim. Não me julgue louco por isso, por farvor, sou apenas um curioso e, além disso, uma pessoa introspectiva, e como o passa-tempo de gente assim é refletir sobre si mesmo várias vezes ao dia, de forma compulsiva, decidi unir a minha natureza reflexitiva, com a curiosidade de saber mais sobre o que há em meu inconsciente. Fui então aplicar o tal método, ele é simples e consiste em deixar a mente livre para os pensamentos fluirem livremente, sem nenhum impedimento preconceituso, vergonhoso, doloroso ou de qualquer outra ordem. E eles ao surgirem devem ser anotados, sem preocupação de ter sentido lógico entre um pensamento e outro, sendo obrigatório apenas o registro de cada um. Bem o resultado foi esse:

_Coração insano o meu, não é capaz de aprender com os erros.
_Gostaria de ter a sabedoria das palavras.
_De ser capaz de dizer o que realmente deve ser dito.
_Mas não posso.
_Sortudo o falador que lança a sua loucura a todos.
_Não sou assim.
_Ando com o silêncio.
_Afinal quem realmente sou?
_Sou capaz de ferir a quem quero bem.

Na realidade recorri a está investigação porque ultimamente me sinto perdido, e pensei que de repente mergulhando no profundo do meu inconsciente eu encontaria respostas, assim como as encontro quando analiso as outras pessoas através destes mesmos exames, e sem falsa modesta, de maneira muito bem sucedida. Achei que aconteceria o mesmo comigo, que eu seria capaz de encontrar um caminho de orientação. Nada disso aconteceu. Desde então, passo os dias me perguntando como isso foi ocorrer comigo, como eu posso estar sem identidade, sem me reconhecer? Já que sempre fui hábil em diagnósticar os problemas na psique humana e com a mesma habilidade e presteza fui capaz de trazer equilibrio ao entendimento de muitos, através do exercício da minha profissão como psicologo, e agora me vejo incapaz de solucionar meus próprios dilemas.

Ao ver o exame reconheço que fiquei surpreso com o resultado, não esperava estar num estado "sei lá o q" tão profundo [chamo assim porque não descobri o que tenho]. Na realidade, parte de mim deseja que eu faça outros exames, já a outra, simplesmente aceita aquele realizado e eu também começo a aceitá-lo, porque como posso negá-lo se tudo que está lá saiu de mim mesmo. Não foi alguém que me sugestionou, foi eu que simplesmente vomitei em mim. E agora como limpar meu vômito?

Não acredito... já estou tomado novamemte por esses pensamentos, devo... isso mesmo policiar minha mente, porque senão não encontrarei a resposta que busco. Desculpe-me pelos meus devaneios, por estar tudo tão incoerente, mas a medida do possível trarei sentido, pelo menos este é meu esforço, a não ser que a verdade seja insuportável para mim mesmo.

Sinto apenas como se tivessem várias pessoas em minha mente, e todas elas falassem ao mesmo tempo, por isso me sinto confuso sem saber quem sou, a qual voz seguir. Algumas vezes sou apenas contradição, digo algo e momentos depois, nego o que que disse. Outras tantas, sou a alegria e a euforia, mas no momento sou o silêncio. Vivo oscilando entre uma voz e outra, agindo ou reagindo àquela que fala mais alto no momento.

Nestes dias estive pensando que estou procurando no lugar errado, assim ao invés de me deter na mente talvez seja melhor eu procurar no meu coração, pelo menos nele há apenas uma voz e... talvez essa seja a voz do meu eu.

sábado, 30 de junho de 2007

Síndrome de velho

Ouvi um dia, que envelhecemos quando não nos permitimos passar mais por mudanças. A velhice seria então um estado de espírito e não a debilidade do corpo, que naturalmente vai perdendo o vigor como o passar dos anos, e qualquer um estaria suceptível a ela, nem os jovens escapariam. Na realidade hoje em dia é comum vermos muitas pessoas sofrerem de envelhecimento precoce, sem ânimo para lutarem por transformações nas suas próprias vidas.

Tristes, amarguradas, reclamonas, mal amadas. Esses são alguns dos sintomas de quem sofre de "síndrome de velho". [Reforço que me refiro a velhice como a indisposição a mudanças]. Sei exatamente pelo que passam, por que eu mesmo já a contraí. De fato não estou completamente curado, mas já estou bem melhor que a anos atrás.

domingo, 24 de junho de 2007

Um pouco de sabedoria

Copiado de algum lugar...

"O grande homem é silenciosamente bom ...

é genial - mas não exibe gênio ...

é poderoso - mas não ostenta poder ...

socorre a todos - sem precipitação ...

é puro - mas não vocifera contra os impuros ...

adora o que é sagrado - mas sem fanatismo ...

carrega fardos pesados - com leveza e sem gemido ...

domina - mas sem insolência ...

é humilde - mas sem servilismo ...

fala a grandes distâncias - mas sem gritar ...

ama - sem se oferecer ...

faz bem a todos - antes que se perceba ...

rasga caminhos novos - sem esmagar ninguém ...

abre largos espaços - sem arrombar portas ...

entra no coração humano - sem saber como ...

é como o sol - assaz poderoso para sustentar um sistema planetário e, assaz delicado para beijar uma pétala de flor ...

assim é, e assim age o homem verdadeiramente grande."

P.S - Evidentemente, que aqueles que me conhecem sabem que não sou esse grande homem, mas não custa tentar sê-lo

domingo, 10 de junho de 2007

Toda estupidez será condenada

Desabafar, como isso é bom! Falar o que sentimos, dos acontecimentos da vida, dos nossos erros, dizer o que se passa conosco trás cura a nossa alma. Mas quando escolhemos o silêncio, será que ele também não é capaz de sarar as feridas? Eu gostaria que sim, até porque eu sou daqueles que se calam diante dos problemas, não por medo, mas por querer sempre buscar a resposta no silêncio, sou quase um introspectivo incurável [Pena que isso não está mais na moda]. Evidentemente, que nem sempre sou assim, e por isso, algumas vezes, sou levado por emoções mais fortes e digo tudo o que é para ser dito, raras ocasiões, mas ainda assim, acontecem.

Já fugi do meu tema: "Toda estupidez será condenada". A verdade é que fujo novamente de mim mesmo, de dizer do estupido que sou, como se evitando a luz [a própria Vida que tudo revela] eu fosse livre da condenação. Mas não, no máximo posso ter anistia, para tanto é preciso me olhar, reconhecer meus erros e nunca mais comete-los. Tarefa difícil de ser feita por qualquer mortal, no entanto, a vida, por ser infinitamente misericordiosa, cria caminhos de arrependimento para o homem, mesmo o de coração duro. Claro que se a pessoa não der muita atenção a ela, acabará por ser morto, afinal, paciência tem limite, até mesmo para a vida.

Voltando ao tema.... essa semana foi particularmente intensa para mim, fui invadido por uma trizteza no coração, no começo, não queria ter certeza da causa, pois seria o mesmo que cutucar uma ferida antiga. Inesperadamente mudei de pensamento e fui atrás do motivo de sofrimento de meu coração. Foi então que encontrei a resposta: ele se contorcia de dor, por está recendo uma punição.

Podre do meu coração era punido por ter sido estupido. Quis saber então quem o punia tão severamente. E uma voz falou: "_A vida". Fiquei surpreso com a resposta, e perguntei mas por que isto? Disse a voz: Ora, já dizia a antiga sabedoria "[...] aquilo que o homem plantar, isso colherá[...]", então se foi plantado estudez, isso será colhido por aquele que semeou.

A reação que tive ao perceber que a responsabilidade sobre os meus atos estava nas minhas mãos foi bradar: _Sim; tudo foi eu, eu que fiz! O descaso é meu, o desleixo, tudo é meu! Foi ai que algo extraordinário ocorreu, uma nova chance tinha sido dada para mim, já que eu tinha visto meus erros e estava disposto a aprender com eles e superá-los.

P.S
Muitas vezes, andamos despreocupados com nossas ações, por um lado, isso é bom, pois senão andariamos sempre debaixo de julgo, mas andar disperso demais têm suas consequências negativas e o responsável por nos julgar será a própria vida, e ela é implavél na sua justiça, abrindo mão de aplicá-la fielmente, somente para aqueles que se dispuserem à aprender com seus erros e a superá-los. Por isso, vale sempre lembrar que toda estupidez será condenada.

sábado, 9 de junho de 2007

O vôo do fênix

Suas asas estão preparadas para voar, fortalecidas pelo tempo e por todo o processo de transformação pelo qual passou, no entanto, será seu primeiro vôo. Sua expectativa é grande, afinal ver do alto é privilégio de poucos. Sem saber explicar, uma paz o envolve, enquanto vislumbra a sua nova experiência e percebendo que já fazia algum tempo que não estava tão bem consigo mesmo, quis aproveitar cada instante que antecedia o lançar-se aos céus.

Ao sair da caverna, viu o azul celeste belissímo, que se tornava aos poucos alanranjado no horizonte, as poucas nuvens e o Sol, brilhando lindamente. Tudo o encantou novamente. E de repente toda esse visão fez seu mundo interior mudar, ele deixou de ver em preto e branco, passando a enxergar o colorido da vida lá fora. Sua reação foi gritar: "_Toda vida é digna de ser vivida, seja na caverna ou fora dela! Toda vida é digna de ser vivida a seu tempo!" Mas enfim o momento chegou e em frente ao enorme precipício, ele vê que apesar da excitação do momento, começou a temer: "_Será que realmente estou preparado para voar? Esse desfiladeiro é muito alto, certamente se eu não conseguir voar,morrerei com a queda." Um calafrio percorreu as suas costas, o medo se apoderava do pássaro de fogo.

E quando já resolvia voltar para a caverna, lembrou-se do seu passado, das ervas amargas que eram seu alimento, de atirar-se as chamas, de viver como verme na caverna. Tudo passou na sua memória como um raio cortando a tempestade. Viu então que não tinha o que temer, sua vida tinha sido vivida por completo, e se acaso precipitasse como uma pedra rumo ao fundo do abismo, ainda assim saberia que tinha vivido. Ele se atira e cai, na queda lembra-se do que tinha visto, o horizonte alaranjado e o Sol brilhando, somente depois ele abre as asas para alçar vôo, somente quando ver que a vida sempre tem motivos para ser vivida.

E ele voou, até o horizonte, até onde a vista alcança.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Aprendendo com o verme - a segunda sabedoria do fênix

Conforme o mito diz, após ressurgir das chamas o fênix não é mais um pássaro, e sim um verme pequeno, feio e repugnante. Novamente ele encontra-se diante de um dilema, como crescer e torna-se o fênix? Ele terá que encontrar essa reposta sozinho, com um agravante, agora olham para ele e zombam de sua forma repulsiva. Questiona-se porque se atirou ao fogo, já que antes era possuidor de grande beleza, o que trazia respeito a ele. E agora tendo de viver como verme, resta apenas o desprezo dos outros.

De tão pequeno, se tornou imperceptível aos olhos dos menos sensíveis, e por escapar diariamente de ser esmagado por algum pé alheio, buscou abrigo numa caverna, lá fez sua morada. Muitos que eram amigos dele dizem: está morto, afinal pode alguém viver se alimentando de restos e num local escuro, úmido, habitado por morcegos. Enganados estão todos o que assim pensam. Viver é uma decisão, e por isso, vivendo como fênix ou como um vermizinho, a vida não deixa de existir em nenhum deles, se assim escolherem.
Para muitos deixar uma vida exuberante é o mesmo que buscar a morte, talvez seja, mas mesmo por trás de grandes erros, existem ensinamentos profundos e que estão destinados aos errantes. Talvez seja essa a busca do fênix, a morte, não física evidentemente. Mas aquela que diz respeito a mudanças no seu modo de pensar e agir. Viver como fênix é buscar conhecer-se, mas ainda assim ele não é imune ao seu prestígio pessoal, ao orgulho de si mesmo, de suas conquistas, o que é bastante natural para qualquer um, mesmo para o fênix, mas este estado de excitação para ele dura somente alguns instantes, pois está interessado não na glória e sim em conhecer-se, por isso ele abre mão da sua vida exuberante, deixando de ser o pássaro solitário. passando a ser verme, pois nesta fase estamos sem a capa do prestígio social, isso ocorre porque nós tiramos nossas máscaras, decidimos ser quem somos, como resultado nossos olhos são abertos e podemos ver mais claramente nossa imagem.

Isso escandaliza a muitos e para escaparem da visão repugnante aos olhos, eles rotulam, estabelecem preconceitos, para não verem que os vermes são eles também. Mas embora outros sejam vermes, e, por não perceberam que são, continuam vermiformes, é justamente naquele que se vê como o menor, onde as penas de chamas eternas começam a nascer, afinal descobriu através dos erros que era possível acertar. O fênix ressurge com suas penas de fogo.

E agora que possui asas terá que voar.

Últimas palavras por hoje:
O aprenizado do fênix é saiba ser feliz no muito e no pouco.

Breve, mui breve ele se entregará novamente ao fogo. Mostrando que sua vida é ciclica, não por ser rotineira, antes porque busca o conhecimento sobre si mesmo e como esse se renova constantemente, faz com ele esteja sempre se transformando, de fênix à verme, e de vermiforme ao pássaro solitário..

segunda-feira, 4 de junho de 2007

O terrível mundo do criador deste blogger

Novamente sinto vontade de gritar: "_PQP, que merda!!! Cadê o dinheiro? Já gastei tudo? E agora, pro rolê da próxima semana, vou fazer o que?" Desculpem-me todos os idealistas, socialistas e desapegados dos bens materiais, mas eu sou capitalista. Por favor não me julgue precipitadamente, direi logo de início que não sou capaz de fazer qualquer coisa para ter dinheiro. Mas eu também não posso simplesmente fechar meus olhos e acreditar que posso ser completamente independente, neste mundo em que vivo, sem ter dinheiro no banco. Qualquer coisa, seja ela simples ou não, está relacionada ao capital. Não acredita? Darei um exemplo simples como sair de casa para o trabalho, mesmo que você decida percorrer a pé, tal distância. Isso mesmo, pois veja bem, você pode ter o vigor físico capaz de dar voltas na Terra caminhando, mas realizar tal proeza sem roupa, no mundo em que vivo, isso se chama atentado violento ao pudor, e, você assim procedendo será preso. Pelo menos é o que eu acho, já que [vou admitir o que já está claro] não sou nenhum doutor na ciência do Direito e por isso não sei das penalidades criminais cabiveis a quem comete tal ato. Mas de repente você pode viver em outro mundo, bem diferente do meu, onde as pessoas andam quilometros a pé e nuas, e são completamente solidárias, a tal ponto de dividirem tudo com o seu próximo. Mundo realmente diferente esse seu, parece uma aldeia indígena na época do descobrimento do Novo Mundo. Hoje em dia, é noticiado no meu mundo, que os remanescentes das tribos vendem animais e plantas normalmente, evidentemente, que não são todos, e que essa prática só ocorre mediante compradores.

_Peraí, peraí... e que diabos têm as roupas com a sua argumentação?
_É verdade, não expliquei a relação das roupas com minha justificativa. Ora... veja bem... elas são prova de que falo a verdade, pois no meu mundo as pessoas não podem sair pelas ruas despedidas por completo. Elas usam roupas para não cometerem infrações, ou melhor, elas compram, e por isso necessitam de money. Isso mostra, de uma maneira ou de outra, que se você têm roupas é porque você age como os outros agem no meu mundo, e além disso, mostra que para tê-las é necessário alguns reais.

Bem, o meu mundo é assim envolto em relações com os cifrões, e eu não sou diferente. Só tem um problema eu descobrir isso tardiamente. E agora luto contra mim mesmo para consegui-lo. Por que se dependesse da minha vontade, eu gostaria de enriquecer dormindo. Assim o meu trabalho de dormir seria recompensado com grana. Não se escandalize comigo, pois sei que se dependesse da vontade de qualquer um, todos viveriam no paraíso, o lugar onde ninguém trabalha. Infelizmente, no meu mundo o trabalho não apenas existe como também é o propiciador da verba [pelo menos de forma lícita e sem a intervenção da sorte]. Ai, ai, ai... pobre de mim, logo eu que sofro de preguiça crônica, tenho que me submeter a labuta, justamente pra ter aquilo que alimenta meus fins de semanas. Mas felizmente estou em tratamento contra a preguiça, tomo prozac 500mg, o que me permite fazer todas as tarefas com muita satisfação. Por isso o meu sorriso no final de semana... com money no bolso a diversão é garantida.

Eita merda, qual dinheiro? Ele acabou... já tinha me esquecido disso.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

A sabedoria do fênix

Ela não é sublime, alegre e celeste, assemelhace apenas a uma erva. Para encontrá-la não é preciso esforço, basta andar em lugares sombrios, ai é seu lugar, pois não sobrevive em lugares iluminados, suas folhas negras impedem isso, já que são facilmente queimadas pelo sol. Seu aspecto é simples e feio, possui pequenas flores de aroma repulsivo e é cheia de espinhos, servindo por isso apenas para chá, mas poucos são os que se aventuram em tomá-lo, uma vez que, seu principio ativo é a solidão, e para muitos isto equivale a beber veneno. [Passagem retirada das escrituras da Ordem dos Fênix]

O fênix não teve escolhe, como pássaro solitário, teve que beber o chá, e igualmente aos outros, achou que bebia veneno. Diariamente fazia isso, pois era seu alimento, além das áspides e dos escorpiões. Admirado ficava por não morrer, apesar de durante muito tempo sofrer com enormes dores na alma. Isso ocorria, porque desconhecia, devido a sua juventude e imaturidade, que por trás destes alimentos perçonhentos se escondia uma porta para a sabedoria. Mas até esse conhecimento chegar ele sofreu com a dúvida [será que conseguirei o saber necessário para transformar a dor em vida?] e com o medo [se eu deixar de comer, com certeza morrerei.]. Ele ainda não tinha consciência plena, mas acreditava que tudo pelo qual passava o levaria a um aprendizado maior, a mais excelente sabedoria da ordem dos fênix.

O tempo foi passando e as dores permaneram ainda mais fortes, e ele sabia que se não mudasse morreria por envenenamento. Por isso perguntava-se constantemente: "_Em que consiste essa mudança?". A única resposta encontrada era, que teria que descobrir isso sozinho, pois aqueles que já tinham tal aprendizado não repavassam a ninguém. E mais e mais ele via necessecidade de ter a resposta, não apenas por ela ser a chave para conseguir o antídoto contra o enveno, mas principalmente porque o conduziria na capacidade de renascer das cinzas.
Atirar-se ao fogo e resurgir dele, era o ritual de pasagem de todo fênix. Afinal era o meio perfeito de revelar os mais fortes e aptos, já que os fênix não eram imortais como dizia o mito, eles poderiam morrer, se assim desejassem do fundo do coração ou se não conseguissem a arte de renascer.

Isso atormentava a mente do aprendiz. Seria ele sucumbido pela falta de conhecimento? E quando afligido por esses pensamentos, mais dores vinham até ele. Pobre pequeno, estava fraco, por que não se alimentava mais e por seu corpo frágil agonizar pelo veneno que circulava no sangue, e sua mente cheia de conflitos, o oprimia ainda mais. Sentia a morte chegar. Mas diferentemente do que esperava não a temeu. Disse consigo: "_Viverei".
Sentiu pela primeira vez, as dores diminuirem e que seu corpo se fortaleceu. Não pelas palavras, mais por um posicionamento diferente. Não olhou para fora de si, antes buscou dentro dele a força que precisava para viver. Ao fazer isso seus olhos se abriram e viu que a solidão era boa, pois ela proporcionva a reflexão necessária para dar rumo a sua vida, para saber exatamente o porque de renascer.

E ele viu que renascer antes de tudo é está disposto a mudar, a abrir mão de sua antiga natureza e aceitar o novo, mas não passivamente. A mudança deve envolver exatamente os pontos falhos e para descobri-los é necessário olhar para si e está em silêncio, por isso nada melhor que ter como companhia a solidão, pois ela força a introspecção e a descoberta de que a transformação é possível. Para a ordem dos Fênix o renascimento é um ritual de passagem, porque diferentemente de qualquer outra criatura eles materializam todo o processo, afinal atirar-se ao fogo só faz sentido se realmente você tem certeza que sairá de lá vivo e do que você quer, conscientemente, deixar ser consumido pelas chamas, pois caso não tenha isso claro dentro de você, com certeza restará apenas suas cinzas.

O fênix enaltece a solidão que produz reflexão, por isso nem pense que andar com a ela é o mesmo que ser isolado e não ter relacionamentos, vivendo no mundo de fantasias. Falo de um estado de espírito, onde coisas externas não oprimem a mente e o coração. Infelizmente, até entendermos isso, vemos a solidão como veneno, e por isso sofremos com sua presença, somente quando percebemos seus efeitos medicinais é que desfrutamos da sua sabederia.


[Não teve escolha, ele nasceu como fênix, o pássaro solitário]

sábado, 12 de maio de 2007

Reino

O meu reino da alegria foi desfeito, não existe mais tal como foi um dia. Ele era mágico, me transportava para um outro lugar, onde a diversão, a conversa solta e o riso são os companheiros. Mas tudo isso se transformaria, por causa da mais ingênua verdade, um ato mal pensado, com força suficiente para fazer acontecer o ditado "quando a cabeça não pensa, o corpo padece", mas quem padeceu foi o meu coração, que acabou ficando mais solitário. Eramos um quinteto, depois restou os cacos.
Já que toquei no assunto, melhor falar de onde começou. Estavamos os três, ou melhor, dois me esparavam, para tratarmos de um assunto que eu já sabia. Após a conversa rápida, ficou acertado falarmos a verdade. No entanto, tinhamos esquecido de um detalhe, que de tão claro, encandeou nossos olhos e não vimos o que estava diante de nós. Era desnecessário falarmos qualquer coisa, pois tudo já tinha se revelado a tempos atrás, a verdade, ela mesma já havia se apresentado diante de todos os olhos, e eles viram, todos, quem queria e não queria, viram. Portanto, não precisavamos fazer nada, tudo já estava posto: o cego é aquele que não quer ver, pronto. Só não sabiamos que quanto mais simples é a verdade, mais difícil é aceitá-la. No final, os cegos eramos somente, nós três, e desconhecer isto nos custou algo precioso, a união.
Perdoi-me, não entrarei em detalhes sob o que realmente aconteceu, só falarei que me arrependi do que fiz, pois fui cego, agi por puro egoísmo e controle. Não vi os outros, somente o meu próprio interesse. Bem, encerro por aqui. Até que gostraia de falar mais... não consigo. Mas deixo como últimas palavras que agora, um ano depois do ocorrido, os cacos estão sendo colados...

quarta-feira, 9 de maio de 2007

E agora?

Estou em uma mesa de operações, porque foi diagnosticado em mim uma doença, que só terá fim quando for removia por completa. O pior é que nesta cirurgia, apesar de ser de grande risco, não haverá médicos e nem serei anestesiado. Tudo será eu mesmo que farei. Serei eu que me abrirei e removerei o mal do coração. Sim, do precioso órgão da vida subjetiva, removerei um cancer. Antes que pense precipitadamente, que o mal de que falo, é amor não correspondido, direi logo que não se trata disso. É um outro, que tanto eu, como muitos outros possuem, é a religião.
E por habitar justamente no coração, local das emoções, da fantasia, dos sentimentos, não a reconhecia como minha própria essência, criada e manifestada por mim mesmo, mas agora conheço a sua forma, denunciada por Feuerbach. E foi ele que me mostrou, que eu estava doente de religiosidade. Agora resta-me a cirurgia. Já tenho todos os instrumentos e um espelho a minha frente para que eu possa ver o que estou fazendo.

Peguei o bisturi, minhas mãos trementes, por falta de coragem, param diante do meu peito...

Como fazer isso? Como arrancar o meu coração? Diga-me Feuerbach?

Fazer isso é o mesmo que viver sem coração. Não pense que exagerei, porque é assim que me sinto. Aquilo que você vê como mal, eu vejo como sendo parte da minha vida subjetiva. Minha vida, entendeu? Não posso simplesmente tirá-la de mim.

Desculpe essa reação impetuosa, pois sei que o Sr. nunca pretendeu aniquilar a minha vida religiosa, apenas deu a ela a verdadeira dimensão, e que foi eu mesmo que decidir vir até aqui, nos domínios da razão pura, onde é ela o espírito das luzes.

Um tempo depois, tomo um copo d'água, saio da mesa de cirurgias e mais calmo reconheço que foi eu que coloquei à prova a fé diante da razão. Porque acredito que a fé resiste a todas as provas, no entanto, olho para a minha mão e vejo que não soltei o bisturi. Será que tenho começado a duvidar?

terça-feira, 8 de maio de 2007

Vida passada

Triste saber que a vida foi roubada, restando apenas a mesmice do cotidiano: as palavras frias, o olhar distante, o sabor preto e branco, a conversa insossa, o piloto automático. E assim são os dias. Acordo e deito, sem perceber o tempo. Fim do expediente, pego o ônibus retornando para casa. Chego. Tiro os sapatos, jogo as meias na cama. Tiro a roupa, tomo banho. Janto, escovo os dentes. Varro a casa, lavo louça. Assisto tv, durmo. O despertador toca. São 05:00 da manhã. Abro os olhos. Olho para janela, vejo a chuva. Sonolento levanto. Na mente o pensamento: faltam quinze minutos pro ônibus passar. Banho, café da manhã, pronto. Fecho a casa. Correndo pego a condução. Chego no trabalho. E na mente o pensamento: Amanhã, amanhã... não será outro dia. Infelizmente, o dia seguinte foi. Meu cachorro morreu. Não chorei. Cerquei a casa.

Mas minha prisão não têm muros. Bem... só tenho a dizer que são tempos de rotina.

Desculpe falar pouco de mim.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Conversas

_E a fé, vc abandonou de vez? _Não, nunca farei isso. Pelo menos é o que espero.

_Jurava q vc já era ateu? _Que isso! Apenas deixei de conviver com ela e, por causa disto, sei que corro o risco de perdê-la para sempre.

_E vc tá disposto a correr este risco? _Sim, estou. Mas se realmente eu perdê-la, me sentirei incompleto.

_E agora vc tem andado com quem? _Rapaz, ultimamente tenho andando apenas com a razão. Garota fantástica ela. Descobri nela coisas interessantes ao meu respeito, acredita.

_Só tem um problema ela não se dá bem com fé. Fiquei sabendo de um encontro entre elas duas. Pense uma confusão. Já viu briga de mulher? Foi igualzinho. Cabelo sendo puxado de um lado, unhada do outro, uma resenha da porra.

_Huahauhaua, já vi sim. É engraçado ver.

_E vc acha q volta pra fé? _Sei lá..., na realidade nem tenho pensado nisso. Só sei q preciso de um tempo...

_Tempo? Sei não viu, qd eu penso q vc superou tudo isso. E q vc realmente vai parti pra outra. Lá vem vc falando de "tempo", de preciso "pensar mais". Pq eu lhe conheço, qd vc fica assim pensativo demais, é pensando num jeito de tê-la de volta e esperando q o tempo apague as mazelas. Sei não viu, parta pra outra... seu bosta!

Termino meu copo de cerveja em silêncio...

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Minhas vidas: entre o sagrado e o profano

Apesar da breve história que se segue ser irrelevante, aconselho a cautela na leitura, pois ela poderá reservar surpresas, dentre uma, já posso citar o simples fato de falar mais abertamente sobre mim. Isso para muitos já é motivo de espanto, acostumados com o meu silêncio, agora terão que aturar meu falatório, pois me alongarei ao máximo no texto, para assim, quem sabe, vencer o leitor desavisado, tendo assim como único adversário eu mesmo, ou melhor, a minha memória e vontade de escrever, além da companhia daqueles que conseguem ver além dessas palavras.

Minha história não será contata pelo transcorrer dos dias, meses e anos, antes pelos momentos vividos por mim, terá meus sentimentos, emoções e vícios, meus erros e acertos, isso por que quem falará será minha alma, ela será a guia das minhas palavras, e pensar que, algum tempo atrás, eu a tinha como adversária, sorte agora tê-la novamente como amiga.

Minha vida começa, exatamente, aos 10 anos. Não pense que me expressei errado, pois não me refiro a vida contida no sangue, carne e ossos, essa começou sei lá aonde. Falo de uma outra, escondida de muitos ainda, que aconteceu por acaso [se que isso existe], e que explodiu dentro do meu coração, bem no centro das emoções e sentimentos, como disse Feuerbach: foi uma experiência subjetiva e individual. Ela fez meus olhos se abrirem para uma nova realidade, que antes era desconhecida por mim, uma vida supra-racional, além dos domínios da razão. Mas adianto, muitos consideram isso verdadeira abominação ao próprio homem, pois julgam que quem vive assim nega sua própria natureza, tornando-se uma pessoa acomodada, incapaz de se aventurar na vida, de mergulhar na profundeza do desconhecido, para estes, quem decide viver pelo sobrenatural optou por morrer nesta vida.

Eu fui um desses, que decidiu perder esta vida. E não pense que fui persuadiado a fazê-la, eu fiz isso sozinho, sem ninguém por perto, ou melhor, havia pessoas sim, mas não era do interesse de nenhuma delas eu fazer isso, pelo contrário estavam todos preocupado em outra coisa bem distinta, preocupavam-se com o jogo, com a bola. Você não leu errado, eu estava numa pelada com meus amigos quando minha vida mudou. Apesar da emoção do jogo, algo chamou-me mais atenção, o cântico de pessoas de uma igreja vizinha ao campo onde eu estava jogando. Aquelas vozes me atraíram e, de repente, parando para ouvir melhor e me aproximando do muro da igreja, me vi sozinho, mas não somente eu estava ali, alguém muito maior do que eu também estava, não podia ver, mais era capaz de sentir a sua presença e ela me completava, me trazia tanta paz, amor e alegria, que minha reação foi chorar de alegria, de muita alegria. Meus amigos assombrados perguntavam o que estava acontecendo comigo, eu sorrindo e com lágrimas no rosto disse que meus olhos tinham sido abertos e que era, naquele instante, a pessoa mais feliz da terra e decidida a crer na fé e no sobrenatural. Como eu disse, minha vida mudaria neste dia, mas nem tanto pela experiência que tive, apesar dela ser estopim de muita coisa, e sim, pelo o que eu faria com ela, se eu a tomaria para mim ou não. Mas este pensamento é atual, dos meus 26 anos, 11 meses e 20 dias, por isso até ele chegar, ainda tem muita história para ser contada.

Voltando aos meus 10 anos..., havia então tomado a decisão de seguir em frente com a minha experiência e de aceitar as suas consequências. A primeira delas, parecia uma contradição, deveria morrer e nascer todos os dias, isso porque para se ingressar na fé certos hábitos devem ser deixados, para que outros tomem lugar. Fiz tudo de boa vontade, pois havia satisfação em tudo que realizava, ainda que fossem sacrifícios. Para mim, tudo se resumia em passos necessários, para que a nova realidade se descortinasse diante dos meus olhos e a antiga se desvanecesse. O que me encorajava a ter ânimo constante na ortodoxia da fé era a paixão e o amor. Sempre eles ardiam em meio peito e me impulsionavam a ir em frente, a superar-me, a transpor todas as barreiras. Por causa da paixão e do amor foi fácil seguir nesta vida nova, pois estava enbebedado por eles, sendo incapaz de discernir outra coisa senão a fé. Meu mundo se resumia ao sobrenatural.

"[...] Quando criança pensava como criança", pena não continuar na ingenuidade, pena passar logo depois dela pela adolescência. Na infância, julgava eu, não ser possível ter duas vidas, já na adolecência a conversa foi bem diferente, poderia não apenas ter duas, mais quantas eu quisesse.

Acontecesse o que acontecesse, a vida do sangue, da carne e dos ossos continuaram, e aos 11 anos os sintomas da adolescência já se apresentavam, e junto com eles, mudanças começaram a ocorrer no corpo e, principalmente, na mente. Ela agora era confusa, incerta, capaz de gostar e desgostar de qualquer coisa, sem qualquer razão aparente. Tornava-me, aos poucos, um aborrecente, nem tanto aos meus pais, mas principalmente da fé. Ela sim, foi o alvo destas mudanças rumo a outra "nova" vida. No entanto, o amor e a paixão pela crença continuavam, mas eram diariamente encobertos por eros, pelos hormônios e outras coisas. Passei a fletar com os apetites da carne, com a concupiscência dos olhos, com a loucura da vida, nem a razão e o ocultismo escaparam. E todos estes inimigos da fé, passaram a andar comigo, não como meus amigos e sim como colegas de farra.

O fascinio de descobrir novas cores, cheiros e sensações me seduziram e encantaram, já não era mais fiel a fé. Ela estava agora somente na memória, como o meu maior amor, aquele que nunca esquecemos e nem será superado, e que se pudessemos voltariamos ao passado para resgatá-lo, o amor que não morre, mas que de alguma forma nos distanciamos dele, por mais perfeito e agradável que ele seja, por mais completo que ele nos faça.

Infelizmente se cumpriu em mim a profecia que diz: "[...] que seja eterno, enquanto dure."

A separação não foi imediata, foi lenta, demorada e dolorosa, principalmente, para mim. Não queria deixar a fé, mas se eu já era capaz de trocá-la por qualquer outra coisa, por que continuar junto a ela? Fazia essa pergunta diariamente, até que no final de minha adolescência, no fim dela mesmo, cansado de indas e vindas, eu abandonei a fé de vez e estava decidido a nunca mais querê-la, nem por intervenção divina. Mas a vida me aprontaria uma "peça", ou melhor, uma reconcialiação.

Exatamente, logo depois de um ano, estaria de namorico com o meu grande amor. Mas o retorno não foi fácil, estava muito habituado a minha nova vida, livre de satisfações exigidas pela fé, por isso fugi dela com todas as minhas forças, mas ela não desistia, continuou atrás de mim, ou melhor, não exatamente ela, mas sim uma de suas secretárias estava sempre no meu encalço. Até que um dia não pude fugir. A sua secretária tinha entrado na minha casa, e eu no meu quarto dormindo, fui acordado com aquela voz tão bem conhecida. Disse para mim:"_Ficarei neste quarto, até ela sair". Passou minutos, horas e a secretária continuava conversando com minha mãe, pois elas eram amigas. Cansado de esperar, eu abrir a porta do quarto, e saindo ao encontro desagradável disse, sem vontade, um "oi e que estaria ocupado, estudando para o vestibular", demonstrando que não estava nem um pouco afim de conversar com ninguém. Não se passaram cinco minutos, para minha mãe me chamar; comecei a sentir raiva, não dela mas do laço que se preparava para me prender. Logo que cheguei, para minha surpresa vejo a fé sorrindo, dizendo que gostaria de falar comigo e que não saíria de minha casa sem conseguir isto. Eu disse"_ Tudo bem". Para mim restou-me o medo, sabia que suas palavras tinham o dom de me enfeitiçar, ela sabia mais do qualquer outra pessoa tocar o meu coração e me persuadir. Mas ia tudo bem; conseguia dizer não a todas as propostas lançadas por ela, menos uma, que foi a minha perdição. Quando eu disse um sim sem querer e ela foi logo, ardilosamente, me pegando pela palavra, dizendo que se eu fosse homem deveria cumprir com o que tinha dito, ir na casa dela. O problema não estava neste simples aceitar, e sim, em mim, pois eu tinha dito para mim mesmo que se porventura eu falasse um sim a fé, eu voltaria para ela, ainda que eu tivesse que morrer para mim mesmo. E assim, lá estava eu reencontrando o meu grande amor e como tenho o coração mole sabia exatamente onde isso iria dar. Um mês depois, estava eu, na casa do pai dela e, no dia seguinte, fui ter uma conversa séria com a fé, pois eu queria saber que rumo a minha vida tomaria, já que eu não era mais nenhum menino e não aceitaria sentimentos volúveis em mim. Em resumo ficou acertado que me comprometeria a ser fiel a fé, e foi exatemente assim, até que...

Até que se passaram 7 anos...

Mas antes desse tempo todo, os primeiros meses foram fascinantes. Ela não era mais aquela menina boba, ingênua, que tagarelava sem parar, querendo convencer todo mundo que somente ela estava certa, acostumada a falar dos outros, pelo simples fato de vestirem roupas diferentes, por fazerem coisas que ela julgava inapropriadas. Tudo isso parecia ter passado. Enfim, eu e ela estavamos mais maduros, passamos a desejar algo mais excelente, além de falatórios vãs, queriamos um relacionamento excelente. Sabiamos que não seria instantâneo, mas estavamos dispostos a construí-lo juntos. Neste tempo de reconciliação me empenhei para dar certo. Estudava, viajava, madrugava, participava. Fazia tudo em pró da edificação da fé e me sentia bem com isso, até que... as primeiras crises surgiram. Estas não tiveram origem em traições, cometidas por mim, como tinha ocorrido no passado. Elas surgiram, porque o amor que sentia se esvaneceu rápido, restando apenas a rotina do trabalho religioso. Deste momento em diante passei a lutar comigo mesmo, para manter firme o juramento que havia feito a mim mesmo, de não abandonar a fé se eu me reconcilia-se com ela. Manter firme esta palavra me vez alvo de muitas coisas e, principalmente, fragilizou minha identidade. Isso porque eu comecei a esconder parte de mim, e por conseguinte, resultados desastrosos ocorreram, um deles foi ser julgado como louco, esquisito, solitário ou, quando muito, de poucas palavras, no entanto, preferia que me vissem assim, já que a visão que eu tinha de mim mesmo era bem pior que essas más-interpretações. Para mim... eu era... como dizer? Digamos assim: quando alguma pessoa se aproximava a mim, eu colocava máscaras. Elas escondiam a minha farsa, minha incapacidade de amar a fé como antes, com um amor prazeroso, intenso e verdadeiro. Colocava máscaras, para ninguém ver minha confusão, pois quando não havia alguém me observando, eu tratava a fé com indiferença e desdém. Sete anos já se passavam, minhas crises persistiam, e em meio a elas, tomei uma atitude impensada, semelhante a ilusão de quem não quer ver seus erros. Julguei que o meu comportamento confuso, ocorria em virtude de eu ter me habituado a usar máscaras diante daqueles que me conheciam, e para solucioná-lo bastaria que me mudasse de local, que eu fosse procurar novos ares, onde conheceria gente nova e que, por isso, não precisaria mentir para elas. Já tinha em mente até onde seria minha nova morada, havia até realizado algumas visitas ao local anteriormente, mas tudo isso foram apenas devaneios. Certo mesmo, foi a minha saída para um local que até hoje procuro.

Reconheço que optei pelo caminho mais longo, para algo tão simples. Entenda, eu me encontrava despreparado para deixar a fé novamente. Por isso a saída em procurar um novo lugar significou uma fuga de mim mesmo, pois o medo de reconhecer meu desejo de separar-me dela era insuportável para mim naquele momento. Precisava ganhar tempo, para encontrar uma forma de fazer isso pacíficamente, sem que eu ficasse com a consciência pesada, por ter deixado um ente tão querido. Fugir foi uma maneira de ganhar esse tempo para mim, embora tenha feito isso inconscientemente, eu o fiz sem exitar.

E tempos depois, decidi deixar de conviver com a fé. Ela passou a ser minha doce lembrança dos tempos de infância.

No fim como a corda arrepenta do lado mais fraco, eu fui o arrepentado. Saí desta relação sem identidade, não sabia mais quem eu era, quais meus gostos, nada havia sobrado de mim. Ficou apenas a mistura rala, entre as idas e vindas das minhas vidas. Passei quase um ano assim, vegetando no mundo, andando de um lado para outro sem rumo certo, habitando apenas um quarto escuro, iluminado quase sempre pela tela da tv. Sentia minha mente atrofiando, sentia a morte, não do corpo, mais das minhas vidas, pois neste período, eu não era mais da fé e nem do mundo, eu era de ninguém.

Mas a vida do sangue, da carne e dos ossos continuam em nós, vamos crescendo... mesmo que forçados a isso. E nesta batalha pela Vida, deixei então que ela me conduzisse. E para permitir isso, foi preciso que eu tomasse a decisão mais difícil para mim, deveria ser sincero comigo mesmo, não poderia mais mentir para mim. Tarefa quase intrasponível essa, por que agora eu não tinha a fé para me ajudar, restava apenas eu e pela primeira vez me olhei no espelho. Pude ver então graves erros meus, dentre eles a indecisão e a facilidade para sujeição. Assombrei-me, mas assombrado não poderia ficar. Levantei-me e fui atrás de socorro, sem saber a quem procurar. [Antes era a fé que me socorria, seja qual fosse a situação. No entanto, agora, eu estava sem conviver com ela, não poderia chamá-la para ajudar-me]. Procurando, percebi que não precisava de ninguém. O que eu necessitava, já tinha, estava em mim. Minha vontade e razão eram os remédios. Tomei-os. Tinham gosto amargo e foram suficientes para curar-me.

Agora, eu tenho minha própria vida, seja acertando ou errando, seja fazendo o que for, ela é minha. Consigo saber quem sou. Tenho meus defeitos, mas aqueles antigos, quase não se apresentam mais. Estou racional e muito feliz por isso. Tenho paz comigo e durmo todas as noites bem. Tenho, agora, amor próprio.

E quem sabe, me amando, eu encontre o meu grande amor perdido?

P.S - Se hj sou ateu? De maneira alguma. Apenas descobrir que existem coisas que são de competência do homem. Situações que somos responsáveis por elas acontecerem e, por isso, somos nós que devemos resolvê-las. Com isso não quero anular o Divino. Quero apenas quebrar a ilusão que construímos, ou melhor, a mentira, que criamos para que não vejamos nossas responsabilidades sob nós mesmos, e por conseguinte, sob nossos sentimentos, nossas ações e resultados que isso trás para nós e para os outros.

Resta-me duas coisas, a primeira é: a fé resiste a todas as provas. A segunda é, enquanto, a vida do sangue, da carne e dos ossos continuarem, muita coisa pode acontecer.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Festa

Ela pode ser na praia


Ela pode ser no campo


Mas deve ter contato com a natureza


Deve ter psicodelia



Deve ter arte,


Loucura


Deve amanhecer


Deve anoitecer


E deve ter uma galera estigada que curta
a noite


e o dia


Quem já foi sabe bem o que falei.





sexta-feira, 13 de abril de 2007

Psicanálise

S0nhei que reencontrava amigos de infância, da época da escola quando eu corria pelo pátio. Estavamos indo para Ribeira, descendo pela rua lateral do colégio Salesiano, justamente, um trecho que durante a minha infância foi percorrido diariamente, pois era meu percurso para pegar o ônibus, no retorno para casa, quando saía do colégio.

Mas o cenário não era mais o mesmo deste trajeto tão bem conhecido por mim, estava completamente diferente daquele do meu passado, tudo era underground, as pessoas, as casas, o cheiro, o muro, tudo tinha um aspecto novo para mim. E foi ai que reencontrei, ela e ele, os meus melhores amigos de infância. Todos nós iamos para a Ribeira, mesmo sem termos combinado nada, até porque, já faziam 15 anos que não nos viamos, mas lá estavamos para ir a Ribeira.

Descemos, juntos, a rua e em frente ao colégio Salesiano, falei para ela que lembrava-me do tempo da escola, quando brincavamos da "brincadeira da caneta". Imediatamente, como se antevesse minhas palavras, ela respondeu: "_vamos fazê-la novamente aqui". "_Ponham seus dedos sobre o papel", ela continuou. Eu respondi que era cristão, mas não teve jeito, tinha posto o dedo para participar da consulta aos espíritos.

E, para minha surpresa, apareceu um, feio como o cão chupando limão, na realidade, era um espírito de uma bruxa. Eu a vi e, estranhamente, não a temi, pelo contrário fui confrontá-la. Segurando firme nos seus braços, gritei para sair da minha presença. Se ela saia ou não, num sei, porque eu acordei logo em seguida, na mais perfeita paz, igual a tenho sentido nestes dias.

Falar desse sonho é dizer um pouco de mim. Ultimamente, tenho experimentado coisas novas, como mostrava a antiga rua que agora era underground, sem medo tenho me lançado, em descobertas a meu respeito e aquilo que antigamente tinha um significado, hj tem outro completamente diferente. O reencontro com meus amigos é um reencontro comigo mesmo, uma pessoa alegre, de paz, sem medos que imobilizam, livre! A bruxa, são meus fantasmas, meus demônios, que agora não os temo, simplesmente devo enfrentá-los. A Ribeira é minha nova história, mas nela tem uma parada de ônibus, então me pergunto continuarei nesta trajetória ou votarei para casa?

E eu achava, que onde estou, não me traria mudanças, mas elas têm acontido no silêncio da minha alma, q assim seja.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Ser ou não ser

Ora defensor do cristianismo,
Noutras, escrachando com ele, denunciando seus erros já conhecidos por muitos
As vezes, simplesmente ateu

Ora mundano
Noutra, santo
Isso em pleno século 21!
Nasci no período errado da história
Sou do Barroco

Sou semelhante à Frankstein
Formado por partes de pedaços tão distintos
Um e outro, me formam
Costurado pela necessidade de manter um ser unido
Mas ele está em conflito

Resta-me o fogo, como apaziguador das minhas guerras internas
E como luz para o meu espírito
Por isso tenho preparado uma fogueira
Nela arde o fogo de Feuerbach
Espero ser derretido por ela, até que se forme uma liga
das diferentes partes do meu ser
Caso eu não derreta, entrarei então na fornalha
de Nietzsche e Sartre

Mas a um problema
Ainda que eu passe pela fornalha,
aumentada sete vezes mais
Mesmo que eu me liquefaça devido o calor
sei que viverei como Frankstein,
Pois, existem coisas que simplesmente não mudam

Pq isso?
Não sei a resposta, ou melhor,...
Preferiria não falar, mas tenho que escavar esta caverna
Por medo e insegurança, são as respostas imediatas da minha mente

Mas existem outras, que surpreendentemente, são encontradas por ai, basta você procurar, como por exemlo, no filme Shrek II. Observe no desenrolar da estória da princesa, que ela, no final, prefere ser ela mesma, ou seja, ela não muda, mesmo podendo fazer isso.
Talvez, eu tb não precise mudar, ou melhor as mudanças devem ocorrer quando for uma necessidade interna e não por causa de pressões, puramente, externas.

Obs: Se não gostou da comparação, só tenho a dizer que não estou aqui para fazer lucubrações (cogitações profundas) e relações complexas, a minha mente não me permite. Por isso, tive que desenvolver outras habilidades, como encontrar respostas em simples observações. cego não enxergar isso

terça-feira, 10 de abril de 2007

Dizeres

Fui brigar com Nietzsche
Não achava justo o que ele dizia
Enganado, que, estava, eu,
Fui pego de surpresa
Um direto no meu estômago
Fiquei sem ar e, fraco, cai no chão
Voltando logo a consciência.

Mas ainda, não satisfeito, fui puxar confusão
Mesmo Nietzsche estando, agora, acompanhado
de Feuerbach
Disse eu:
D'us vive
E há
Cruzamentos entre as paralelas da razão e da fé

E disse Nietzsche:
Deus morreu, eu o matei
E Feuerbach, completa:
D´us é as representações do homem

O que fiz?
Fiquei na minha, ora.
Afinal, já sabia da força de Nietzsche
e a de Feuerbach não fica atrás...

[Voltei a me sentir atordoado com aquelas palavras
e desmaiei
]
Sinto uma mão me ajudando a recobrar a consciência...
Era Feuerbach, dizendo:
Não sou contra sua crença
Só não tolero a mistura entre filosofia e fé, ciência e fé
E vocês sempre buscam isso

Minha reação:
Não preciso da sua ajuda
Tenho meu próprio orgulho
E posso me levantar
[Enquanto isso meus pensamentos são]
Vão pro inferno
Vocês
Vão todos pro inferno
[Essas palavras me trazem gozo]

[Segue o riso de um louco]
Huahauhauuahaua....

[Conversa entre Jesus e D'us]
Enquanto isso no céu:
Yeshua* diz:
A razão é mais sensata que a fé
YHWH** ouvi e diz:
É uma pena que ela não goste muito da gente

[Acordo gritando]
Ahhh!!!!
Que sonho mais louco
Acho melhor eu ir ler a bíblia

[Acordo gritando]
Ahhh!!!
Que sonho mais doido
Sonhei que tinha acordado no sonho
Acho que meu subconsciente foi afetado com as aulas filosofia

[Acordo gritando]
Ahhh!!!!
Que sonho mais louco
Sonhei que tinha acordado, mas estava dormindo, só acordei agora
Acho melhor eu ir tomar um copo de leite
Amanhã tenho que ir malhar, logo cedo

[Acordo surpreso]
Ahhh!!!

Agora você decide, você mesmo
A vida é sua
Não estou aqui pra dizer nada
Alias, tenho sim:

Aproveite a sua vida,
Curta a sua vida,
Da melhor forma que vc achar
Não segundo o que outros dizem
Seja santo ou não
"Quem é santo, santifiquisse mais,
Quem é sujo, sujisse mais"
Mas não se esqueça as suas ações trarão resultados bom ou mal
Pra vc ou pros outros, próximos ou distantes

Por último:
Naquilo que você é, seja de verdade
Porque eu sou morno
E infelizmente este, sim
É vomitado por qualquer um.

Notas de rodapé

* Yeshua é a transliteração do nome de Jesus do hebraico para o portugûes.

** YHWH do original em aramaico, é um dos nomes de Deus, que na realidade não possível tradução, apenas um sentido abstrato de sopro.


domingo, 8 de abril de 2007

Estranhamento

De vez em quando tenho uma sensação estranha, e quando ela surge simplesmente perco a minha noção de pertencimento, exatamente, deixo de ter um lugar, ou melhor, começo a sentir estranheza de onde estou, como se eu nunca tivesse criado "laços" com tal lugar, no entanto, eles foram criados, mas simplesmente deixo de reconhecê-los como meus.

Acho que esse estranhamento deve ser uma doença, cuja causa seu exatamente a origem. Durante muito tempo fui uma pessoa indecisa, volúvel, não em relação aos meus relacionamentos, e sim, num âmbito mais pessoal que envolvia minha fé e meus anseios. O resultado disso é que vivi como um homem no Barroco, ora se santificando, ora na devassidão.

E agora, acontece, de eu ser um careta que não suporta caretice, isso resume bem minha sensação. Afinal, quem me entederá?
Resta-me procurar o remédio que acabe com o meu estranhamento, espero que exista... embora começe a achar que não.
E se eu realmente não achá-lo, será que voltarei para o período Barroco em pleno século 21, [isso sim é um atraso considerável...], logo eu que amo a contemporaneidade

sábado, 7 de abril de 2007

O observador

Será que encontrarei o que procuro?


Estou tentando ver, onde outros não vêem
Mas há um problema sou míope


Mas como sou insistente,
Uso uma lupa

Palavras

Gostaria tanto de dizer as palavras certas nos momentos certos.
Há se eu pudesse ler os tempos e as estações da minha vida, então assim como os homens vazem previsões, eu também poderia fazê-las para tomar um caminho direito neste mundo. Minha vida seria mais tranquila assim, teria as respostas antecipadamente. Mas sou um homem comum, não sou profeta, restando-me apenas a imprecisão dos eventos desta vida, para me orientar nas decisões que devo tomar.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Yin e Yang

Yin e Yang,
Não é Nova Era
Mas você desatualizado que é
não viu,
Que Fritoj Capra desmistificou
Aquilo que para alguns representa:
Todo mau tem o bem,
Todo bem tem o mau
Mas você desatualizado que é
Não viu,
Que Yin e Yang são opostos que se complementam
Há se você tivesse olhos para vê
Fritoj Capra dizendo
Então você seria curado
Da sua cegueira branca como a neve
Saíria da luz ofuscante
E saberia que depois do dia
Vem a noite

Yin e Yang
Não é Nova Era
São opostos que se complementam
Ah! Se pudesses entender estas palavras
Teu mundo seria como um calendoscópio colorido
e não branco, igual a tua cegueira
Poderias dialogar com Capra, Dostoievski, até Nietzsche
Quem sabe, com qualquer um
Mas você prefere ser cego só porque vê tudo branco

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Dilema

A minha guerra não é pelo derramar de sangue, antes é pelo embate de idéias.

Propus a mudar-me para ser o precussor de uma nova geração capaz de caminhar entre a fé e a razão [através de cruzamentos entre essas duas paralelas], para tanto sabia que era necessário declarar guerra contra velhas estruturas de pensamento, começando por aquelas em mim.

[Por causa desse ideário me rebelei ou melhor mostrei quem eu era, mas não para as pessoas, isso foi apenas consequência de me revelar para mim mesmo. É incrivel como podemos morrer sem sabermos quem nós somos, mas decidir romper com essa barreira que construímos].

Fazemos muralhas de proteção contra nós mesmos, fugimos de quem realmente somos, a verdadeira razão disso ainda desconheço. Mas a principio quero deixar que não sou pessimista em relação ao homem, ou seja, espero que o motivo de nos escondermos de nós mesmo não seja, como diria alguns, pela nossa animalidade e, por sermos, "ruins" [na falta de uma palavra melhor, vai essa mesma]. Talvez fujamos do trabalho, exatamente isso.

Explico melhor agora, a primeira coisa que sentimos quando nos vemos é vergonha [para alguns devido a uma falta moral, para outros por não terem iluminação, ou seja, por não terem conseguido romper as estruturas do pensamento tradicional]. Restando-nos duas coisas a fazer para escapar da vergonha de "fracassarmos": ou trabalhamos para mudarmos ou corremos com todas as nossas forças para um esconderigio secreto, onde ninguém possa nos encontrar, principalmente a gente.

Bem..., o que posso dizer, [melhor que seja a verdade], eu em tempos atrás me olhei e decidi começar a trabalhar na minha mudança. Mas como ela é difícil, você tem q lutar contra vc em quase tudo, seja em coisas simples, como a leitura de livros [até pq num sou nenhum autodidata em comportamento humano, nem muito menos em filosofia], seja em mudanças de hábitos do dia-a-dia e em outras mais sérias, como encarar-se sem fugir.

Enfim...,[agora me sinto cansado, tenho me empenhado na escavação desta caverna, mas ela ainda é muito incipiente em riquezas]. Como havia dito no começo, tenho um propósito, mas não tenho certeza se irei conseguir atingí-lo. A cada dia que passa tenho abandonado os pequenos hábitos de mudança e se eles não voltarem, certamente continuarei o mesmo, e talvez pior do que antes, serei uma estatua de sal.

Mas vou continuar lutando, como último esforço, pelo menos na exploração da caverna.
Quem sabe me tornarei um João Batista endireitando as veredas: _ Seres da luz deixai a luz ofuscante e vinde para as sombras da incerteza.

sexta-feira, 30 de março de 2007

Velorio e Enterro

O velório





As homenagens



O último adeus




O caixão



O cemitério





O túmulo

ùltimas palavras:
Aqui jás um segredo

quarta-feira, 28 de março de 2007

Vázio

Ultimamente,
Tô sem idéias pra terminar o que comecei,
Sem vontade de concluir dois livros,
Tenho que sacramentar um segredo,
ou melhor fazer o velório e enterrá-lo,
Exatamente, a sete palmos
Mas não tenho forças.

Tenho uma coisa a dizer
O que está feito, está inacabado
Do inacabado, surgiu outros caminhos
Tenho coisas a fazer,
Mas só uma importa
Continuar explorando a caverna
Eu sou a caverna,

quarta-feira, 21 de março de 2007

Segredo

Pessoas me xingam,
Eu ouço: blá, blá, blá


Paciente não sou mais. A paciência foi embora e talvez nunca tenha existido em mim. Pq não a tinha. Sofria com o "ç" da indiferença. Mas vou explicar a minha vida para mostrar as razões que me tornaram indiferente e não paciente. Tenho como temperamentos predominantes: o fleumático e o melancólico. Pense numa mistura boa..., o primeiro, é encontrado em pessoas lentas e apáticas, o segundo, característico dos tristes e sonhadores. [Mas eu não sou uma pessoa depressiva e nem deprimente]. Há outras qualidades em mim, dignificantes por sinal, que são resultantes dessa combinação de temperamentos.
Voltemos a causa da minha indiferença...

Achei melhor começar de dentro da minha alma, por isso fui no temperamento ver quem sou. No entanto ele só disse aquilo que outros já disseram: lento, apático, triste, sonhador, tu és. Detalhe suas palavras eram fortes e convincentes, mas não quis aceitá-las. Continuei andando, encontrei a razão. Ela foi mais severa, disse que eu era preguiçoso e assassino. Atordoado com essas palavras sai da imersão em minha alma e mente, fui pro mundo, procurar nas minhas ações quem eu era. Pior que me vi.

Era noite, estava conversando com meus amigos na rua, papo agradável, mas algo se transformaria, não na vida dos meus amigos, e sim, na minha, uma nova percepção sobre mim. E tudo isso por causa de uma buraco.
[Caso você passasse por nós naquela dia e continuasse seguindo a rua iria ver, durante o dia, um buraco, já a noite, era outra conversa, somente quem era morador ou quem já havia sido sua vítima sabia que aquele buraco era perigoso].
Momentos depois, no meio da conversa um barulho enorme, uma luz que se apaga, uma pessoa acidentada.

Meus amigos correram para socorrer; eu fiquei me olhando por dois ou três segundos. Incrível como a mente parece parar o tempo em determinados momentos, enquanto os meus amigos davam o segundo passo, eu me vi paralizado e envolvido com meus pensamentos: _"Permanece olhando distante". Isso pareceu bobagem, mas não foi para mim. Qual a reação dos outros? Foi socorrer. A minha? Simplesmente ficar olhando. Ignorei por completo que a pessoa acidentada poderia estar seriamente ferida e precisando de ajuda.

A verdade é que eu não continuei parado, fui até lá prestar socorro ao motoqueiro. Ele não estava muito machucado, quando eu cheguei ele já estava em pé, vendo o estrago na moto e depois de alguns minutos, já mais consciente, foi embora.

Antes de eu continuar, digo que não estou aqui para ser julgado, nem quero sua condescendência, prefiro que você me ouça. Afinal isto é um desabafo, não uma confissão. Sei que não dei explicação alguma, sobre o porque eu não ser paciente e sim indiferente, talvez não haja explicação [mania que temos de querer saber a razão de tudo...por que? como?] Não quero mais falar disso, agora quero o silêncio, o seu e o meu.

....

Quando volto para casa começei a pensar na minha reação, ela tinha sido fria e impessoal, mas ela não se restringia somente aquele episódio, havia inúmeros outros no meu dia-a-dia, no entanto eu queria mudar e percebir que poderia. Apesar de eu não saber as causas da indiferença, já sabia o suficiente para percebê-la em mim, restava-me então iniciar o tratamento e para isso era só começar a mudar as minhas ações no meu cotidiano. No começo era difícil aceitar que pequenas mudanças seriam suficientes para transformar-me, eu não era muito crêdulo nesse tipo de homeopatia. Mas enfim, após alguns meses de tratamento já estava melhorando, a paciência já retornava a sua velha casa. Agora resta-me saber o que fazer com ela.

P.S:
És ali parte de mim, um segredo meu. Não entendeu nada do que falei. Sorry!!! Não explicarei de novo. Mas eu ainda tenho folego para dizer que não falarei nada para ser entendido. Não estou nem ai para a sua aceitação. Aqui, sou mais eu e minha loucura. Falei muito? Sorry!!! Isso foi uma armadilha para a sua paciência ou para a sua indiferença. Não sabe a resposta? Não sabe o que sente? Então direi: _"Pobre de ti". Nem conhecer-ti, você é capaz.
Ou então você é um paradoxo : você não se conhece, mas no entanto é capaz de rotular os outros? Não precisa me responder, isso é para você.

Se serve de consolo, eu também sou assim, sou mais rápido em julgar os outros, do que a mim mesmo. Talvez seja mal da raça: encontrar, rapidamente e sempre, nos outros os defeitos que você têm. Me desculpe se anteriormente eu confrontei voce de forma severa. Normalmente eu sou calmo, mas como sou bipolar... [o que posso fazer?]... meu humor pode ter varições muito rapidas e violentas, bem como o meu raciocínio pode se torna incoerente e confuso. Mas esse é um outro segredo, depois desabafarei ele...
Resta agora fazer o velório e o enterro do primeiro segredo.






segunda-feira, 19 de março de 2007

Livro de cabeceira

Quero um livro de minhas histórias. Mas ele deve ter uma narrativa muito louca, que seja igual a expressão: "sem pé nem cabeça". Textos que não obedeçam a estilística. Pq fazer um livro assim? Ora, pq eu sou um texto confuso. Alguém me entende?
Não pense que me sinto rejeitado; nem que eu seja amargurado. Na realidade eu tenho cultivado a loucura como o meu remédio e meu escudo. Incrivél isso, não acha. [Desculpe se escandalizo a sua razão]. E antes que pense em internar-me num sanatório, explicarei a minha loucura.

Ela não parte para a violência física, nem para a agressão verbal; ela é a favor da liberdade do indivíduo, da paz; ela é utópica. E principalmente, ela é minha maneira de ser, agir e pensar. Neste caso não estou só, todos somos loucos quando decidimos buscar nossa identidade, o conhecimento sobre nós mesmos. Acredite se você fizer isso será chamado de louco.

A minha busca continua. É uma pena que ela começou recentemente, ainda estou aprendendo a caminhar nas veredas da loucura. Por isso se vc me encontrar por ai, vai ver que ainda sou um menino ingênuo. Tenho muito o que aprender...

sexta-feira, 16 de março de 2007

Albergue - o filme: conteúdo antropo-filosófico

Albergue é mais um filme tipo: sexo e sangue [ 567 litros de sangue foram usados na produção]. Caso vc não tenha assistido não perdeu nada e se quer assisti-lo... perderá seu tempo? Eu, como sou mestre em perda de tempo, achei que perdê-lo mais um pouquinho não causaria nenhum problema.

De onde surgiu a idéia do filme: "O Albergue é uma mistura de alguns dos aspectos mais hediondos da natureza humana e do mundo, em geral, extraídos de histórias inacreditáveis, porém verdadeiras, sobre tráfico humano, crime organizado internacional e turismo sexual."

Mas este filme me fez pensar como o ser humano pode se tornar prisioneiro de sua vontade e que ela, sendo sempre alimentada, é uma Hidra [monstro da mitologia grega de apetite insaciável]. A história começa quando três mochileiros viajam pelo mundo pra curtirem a vida (mulheres lindas, sexo e drogas), na curtição eles ficam sabendo de uma cidade na Eslováquia, que é o inferninho na terra. Coitados..., descobrem tarde demais q lá não é um cabaré, é um matadouro sado. Caso tenha se interssado pelo roteiro, terá q assistir para saber o final.

Por trás dessa realidade "exagerada" existem mensagens verdadeiras. Matar o outro por puro prazer, diversão e egoísmo, mostra o mal de querermos mais e mais. [Apesar de ser muito estranho ver os assassinos terem orgasmos, enquanto esquartejavam as pessoas vivas; nesse filme pude perceber como é nociso termos uma Hidra, porque ela não devora apenas os outros, mas nós tb somos consumidos por ela].
Será também esse filme uma crítica ao hedonismo e ao relativismo? Afinal, para os assassinos tudo aquilo era legitimo, lícito, tolerável e perfeitamente aceitável.

Desse exagero, há outras reflexões reais:
Aqueles mochileiros tinham uma Hidra? Não, tinham sanguessugas, que eram alimentadas excessivamente.
Os assassinos tinham uma Hidra? Tinham, mas eles começaram com simples sanguessugas que eram alimentadas excessivamente.
Quem são os mochileiros? Podem ser eu e você.
E os assassinos quem são? Depende.... o q há dentro de nós.


sexta-feira, 9 de março de 2007

Fim do tunel

Há luz no fim do tunel. Já estava preocupado com tantas fortalezas construídas e armas preparadas para o meu massacre, mas vejo nesta guerra um caminho para a vitória. Mas esse caminho é difícil, especialmente para mim. Ele requer o fim de muitas práticas minhas, como a preguiça, e pede estudo, leitura, disciplina. Além disso é uma vereda da razão, da discussão, do questionamento, sem, no entanto, perder a fé.

E desde quando fé e dúvida podem habitar juntas [podem se perguntar?]? Na realidade não, mas em caminhos paralelos sim. Tenho acreditado que os problemas criados pela razão podem aprofundar a maneira de usufruirmos da fé. A minha questão é como construir caminhos entre essas duas paralelas, como transitar normalmente por elas, indo e vindo, sem cair no erro de permanecer unicamente em uma delas? Principlamente quando o da razão é mais emocionante, criativo e desbravador, já o da fé, como direi...?

Falarei o que tenho visto; o uso exclusivo da fé trouxe muitos malefícios. Hj é comum dizermos, se Deus quiser... [pronto ocorrerá], mas à realidade não é assim. A fé tem bitolado muita gente, criado seres sem personalidade, pseudo-bem-humoradas, pré-conceituosas e outros adjetivos voltados apenas para a massa. Além de ser meio de apropriação de capital, de fazer guerras e submeter as pessoas ao conformismo.

Com tantos pontos negativos, ainda assim eu não posso negar a fé; vejo o seu mal uso, sim. Mas sou um espírito, por isso resta-me ela para consolar-me neste mundo. Chamem a mim do que quiserem: de menino ingênuo, de asno, de determinista, de mais um pertencente a massa, de usar a má fé.

Afinal quem sou? Sou não-praticante da fé atual. Apontei seus defeitos, pq não me conformo mais com sua estrutura. Proponho uma Revolução no arraial dos crentes. Uma guerra contra esses os seres de luz!!!

quarta-feira, 7 de março de 2007

Procura-se um amigo

"Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor... Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive."

sábado, 3 de março de 2007

Esclarecimento

Não sou poeta, nem escritor. Tudo aqui é apenas um grande quebra-cabeça, cuja a peça final ainda não foi posta, e talvez nunca será. Por que? [você pode está se perguntando]. Porque tudo aqui é vivo. Exatamente, isso. Todas as peças expressam algo da vida. Evidentemente, não da sua, mas da minha. Estou em transformação. Mudando e 'desmudando' várias vezes, indo e vindo, do novo ao velho, construindo, destruindo e reciclando. O resultado é que o quebra-cabeça da minha vida acaba se modificando, justamente devido a essas transformações.
Acaso a sua vida é inerte? Eu achava que a minha era, tinha certeza disso. A tal ponto de sempre que me perguntavam: _"E as novidades?". Só respondia: "Tudo na mesma". Pra falar a verdade ainda respondo isso hj. Talvez por proteção ou apenas o costume de anos. Mas com certeza a vida tem me conduzido a novos caminhos e eu tenho aceitado essas novas veredas.

Da clara à negra ciência

Uma laranja cai E o chão impede
que ela infinitamente caia.
Impedimento
Ou o invento
De uma ciência
Que já foi gaya
E agora é triste
mente astronómica.
Raios a partam
A bomba atómica

Ode pela paz

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
pela branda melodia do rumor dos regatos,
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego, dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz,
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,

deixa passar a Vida!

sexta-feira, 2 de março de 2007

O jardim

Nesta caverna há um jardim,
Muito belo, por sinal!!!










terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Gostaria

Gostaria agora de gritar debaixo de uma piscina, de falar bem muito, de sair correndo como louco, de girar como criança, de desabafar, de expressar a minha loucura, de xingar o povo, de não fazer absolutamente nada...
Queria mesmo uma boa catarse

Ultimamente, eu simplesmente tenho acordado de ovo virado. O engraçado é que não é raiva que sinto, mas aperto no coração. Um aperto que não é amor, é simplesmente ...
Vontade de mudar, de vida, de cidade, de amigos...
Na realidade, ainda não sei do que se trata. Só sei que é um desejo de mudança.
Se, eu fosse uma lagarta seria mais fácil. Teceria o meu casulo e pronto era só aguardar a transformação.
Eu não sou lagarta, sou gente. Não posso simplesmente ser indiferente ao mundo externo. E agora como mudar?

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Q
Qu
QUE
Que b
Que bo
Que Bos
Que bOSt
Que BoSTA!

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Caverna

Nesta caverna,
Não há rochas, mas palavras
Nos seus salões esconde-se uma pessoa
Estalactites, estalagnites...
A vida é seu artífice

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Jujuba de limão

E agora, como farei para mostrar que não esqueci e que eu mudei? [Pra melhor ou pior, só julgando].
Simplesmente não sei; não sei como dizer, nem como agir.
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Depois de tantos anos de procura, eu havia desistido de crer que encontraria novamente. Mas a vida me surpreendeu e acabei a meses atrás reeencontrando numa simples conversa a jujuba de limão perdida. Pois é. Vá entender a vida, essa criadora de desencontros e encontros. O difícil é perceber, que depois de tudo, mudamos e mesmo tão perto, estamos longe! Daí veio a idéia de desistir do encontro, agora não por falta de fé, mas por minha pouca vontade.
Mas como eu deixaria algo especial da minha vida passar? Talvez seja melhor deixar acontecer, pq assim como foi, espero que seja novamente.


[Pra falar a verdade, as lembraças da jujuba de limão estão comigo desde o tempo que eu sou moleque, como poderia desistir? Se ela me faz relembrar de um tempo feliz ; onde correr, fugir, brincar eram o melhor da vida.]