Em breve o tempo de fazer o ninho com folhas aromáticas chegará e, com ele, o instante de me entregar ao fogo. Estou me preparando para esse momento. O tempo em que o fogo virá e consumirá a palha da minha vida. [Alguns já pensavam que eu fugiria dele]. O estranho é viver, logo após a saraivada, como verme, sim exatamente como um ser frágil, pequeno e rejeitado, que se transmutará como a lagarta em borboleta. Ter como casulo, o fogo, é bizarro e, mais ainda, é sair dele vermiforme e ter que arranjar forças para crescer novamente até o Fênix ressurgir [das entranhas para fora]. Mas pode um morcego atirar-se ao fogo e sobreviver? Talvez eu tenha mentido, talvez eu seja um Fênix [cansado de ser queimado], talvez agora eu queira apenas que a vida me leve...
Mas a minha natureza pede que eu me entregue ao Fogo. Até agora eu pude resistir. Mas quando ela começar a clamar, terei forças para dizer que ainda não é o tempo? Serei mais sábio que a Natureza?
Tantas perguntas e a única resposta que vem é: Se realmente, ao menos uma vez, se entregar ao fogo, fosse um renascer [verdadeiro] para a vida, sei que já não faria mais perguntas, por ter encontrado a resposta.
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