sábado, 3 de fevereiro de 2007

Olhai o Fênix!

"Quando Fênix percebia que sua vida secular estava chegando ao fim, fazia um ninho com ervas aromáticas, que entrava em combustão ao ser exposto aos raios do Sol. Em seguida, atirava-se em meio às chamas para ser consumida até quase não deixar vestígios. Do pouco que sobrava de seus restos mortais, se arrastava milagrosamente uma espécie de verme que se desenvolvia de maneira rápida para se transformar numa nova ave, idêntica à que havia morrido."

Como ovelha, fui
Agora sou morcego
Optei pelo erro

Na minha queda, encontrei-me
Nela posso olhar para dentro de mim
Quem poderá suportar tal visão de si mesmo?

Das trevas da incerteza fiz minha habitação
Sim, habito onde vós não estais

Seres de luz
Na vossa queda olham para os outros
Vergonha! Medo! Prazer! O que há em vosso coração?
Procuram horrorizar, nós morcegos

Afugentar-nos, amedrontar-nos é o vosso regozijo
Sim, somo diferentes. E daí? Acaso não podeis suportar a vossa visão?

Olhai! Olhai! Olhai!
Todos!
Para o Fênix
Ele é a salvação de nós e de vós!

É a Ele que busco quando olho para mim

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