quarta-feira, 4 de abril de 2007

Dilema

A minha guerra não é pelo derramar de sangue, antes é pelo embate de idéias.

Propus a mudar-me para ser o precussor de uma nova geração capaz de caminhar entre a fé e a razão [através de cruzamentos entre essas duas paralelas], para tanto sabia que era necessário declarar guerra contra velhas estruturas de pensamento, começando por aquelas em mim.

[Por causa desse ideário me rebelei ou melhor mostrei quem eu era, mas não para as pessoas, isso foi apenas consequência de me revelar para mim mesmo. É incrivel como podemos morrer sem sabermos quem nós somos, mas decidir romper com essa barreira que construímos].

Fazemos muralhas de proteção contra nós mesmos, fugimos de quem realmente somos, a verdadeira razão disso ainda desconheço. Mas a principio quero deixar que não sou pessimista em relação ao homem, ou seja, espero que o motivo de nos escondermos de nós mesmo não seja, como diria alguns, pela nossa animalidade e, por sermos, "ruins" [na falta de uma palavra melhor, vai essa mesma]. Talvez fujamos do trabalho, exatamente isso.

Explico melhor agora, a primeira coisa que sentimos quando nos vemos é vergonha [para alguns devido a uma falta moral, para outros por não terem iluminação, ou seja, por não terem conseguido romper as estruturas do pensamento tradicional]. Restando-nos duas coisas a fazer para escapar da vergonha de "fracassarmos": ou trabalhamos para mudarmos ou corremos com todas as nossas forças para um esconderigio secreto, onde ninguém possa nos encontrar, principalmente a gente.

Bem..., o que posso dizer, [melhor que seja a verdade], eu em tempos atrás me olhei e decidi começar a trabalhar na minha mudança. Mas como ela é difícil, você tem q lutar contra vc em quase tudo, seja em coisas simples, como a leitura de livros [até pq num sou nenhum autodidata em comportamento humano, nem muito menos em filosofia], seja em mudanças de hábitos do dia-a-dia e em outras mais sérias, como encarar-se sem fugir.

Enfim...,[agora me sinto cansado, tenho me empenhado na escavação desta caverna, mas ela ainda é muito incipiente em riquezas]. Como havia dito no começo, tenho um propósito, mas não tenho certeza se irei conseguir atingí-lo. A cada dia que passa tenho abandonado os pequenos hábitos de mudança e se eles não voltarem, certamente continuarei o mesmo, e talvez pior do que antes, serei uma estatua de sal.

Mas vou continuar lutando, como último esforço, pelo menos na exploração da caverna.
Quem sabe me tornarei um João Batista endireitando as veredas: _ Seres da luz deixai a luz ofuscante e vinde para as sombras da incerteza.

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