sexta-feira, 13 de abril de 2007

Psicanálise

S0nhei que reencontrava amigos de infância, da época da escola quando eu corria pelo pátio. Estavamos indo para Ribeira, descendo pela rua lateral do colégio Salesiano, justamente, um trecho que durante a minha infância foi percorrido diariamente, pois era meu percurso para pegar o ônibus, no retorno para casa, quando saía do colégio.

Mas o cenário não era mais o mesmo deste trajeto tão bem conhecido por mim, estava completamente diferente daquele do meu passado, tudo era underground, as pessoas, as casas, o cheiro, o muro, tudo tinha um aspecto novo para mim. E foi ai que reencontrei, ela e ele, os meus melhores amigos de infância. Todos nós iamos para a Ribeira, mesmo sem termos combinado nada, até porque, já faziam 15 anos que não nos viamos, mas lá estavamos para ir a Ribeira.

Descemos, juntos, a rua e em frente ao colégio Salesiano, falei para ela que lembrava-me do tempo da escola, quando brincavamos da "brincadeira da caneta". Imediatamente, como se antevesse minhas palavras, ela respondeu: "_vamos fazê-la novamente aqui". "_Ponham seus dedos sobre o papel", ela continuou. Eu respondi que era cristão, mas não teve jeito, tinha posto o dedo para participar da consulta aos espíritos.

E, para minha surpresa, apareceu um, feio como o cão chupando limão, na realidade, era um espírito de uma bruxa. Eu a vi e, estranhamente, não a temi, pelo contrário fui confrontá-la. Segurando firme nos seus braços, gritei para sair da minha presença. Se ela saia ou não, num sei, porque eu acordei logo em seguida, na mais perfeita paz, igual a tenho sentido nestes dias.

Falar desse sonho é dizer um pouco de mim. Ultimamente, tenho experimentado coisas novas, como mostrava a antiga rua que agora era underground, sem medo tenho me lançado, em descobertas a meu respeito e aquilo que antigamente tinha um significado, hj tem outro completamente diferente. O reencontro com meus amigos é um reencontro comigo mesmo, uma pessoa alegre, de paz, sem medos que imobilizam, livre! A bruxa, são meus fantasmas, meus demônios, que agora não os temo, simplesmente devo enfrentá-los. A Ribeira é minha nova história, mas nela tem uma parada de ônibus, então me pergunto continuarei nesta trajetória ou votarei para casa?

E eu achava, que onde estou, não me traria mudanças, mas elas têm acontido no silêncio da minha alma, q assim seja.

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