terça-feira, 8 de maio de 2007

Vida passada

Triste saber que a vida foi roubada, restando apenas a mesmice do cotidiano: as palavras frias, o olhar distante, o sabor preto e branco, a conversa insossa, o piloto automático. E assim são os dias. Acordo e deito, sem perceber o tempo. Fim do expediente, pego o ônibus retornando para casa. Chego. Tiro os sapatos, jogo as meias na cama. Tiro a roupa, tomo banho. Janto, escovo os dentes. Varro a casa, lavo louça. Assisto tv, durmo. O despertador toca. São 05:00 da manhã. Abro os olhos. Olho para janela, vejo a chuva. Sonolento levanto. Na mente o pensamento: faltam quinze minutos pro ônibus passar. Banho, café da manhã, pronto. Fecho a casa. Correndo pego a condução. Chego no trabalho. E na mente o pensamento: Amanhã, amanhã... não será outro dia. Infelizmente, o dia seguinte foi. Meu cachorro morreu. Não chorei. Cerquei a casa.

Mas minha prisão não têm muros. Bem... só tenho a dizer que são tempos de rotina.

Desculpe falar pouco de mim.

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