Conforme o mito diz, após ressurgir das chamas o fênix não é mais um pássaro, e sim um verme pequeno, feio e repugnante. Novamente ele encontra-se diante de um dilema, como crescer e torna-se o fênix? Ele terá que encontrar essa reposta sozinho, com um agravante, agora olham para ele e zombam de sua forma repulsiva. Questiona-se porque se atirou ao fogo, já que antes era possuidor de grande beleza, o que trazia respeito a ele. E agora tendo de viver como verme, resta apenas o desprezo dos outros.
De tão pequeno, se tornou imperceptível aos olhos dos menos sensíveis, e por escapar diariamente de ser esmagado por algum pé alheio, buscou abrigo numa caverna, lá fez sua morada. Muitos que eram amigos dele dizem: está morto, afinal pode alguém viver se alimentando de restos e num local escuro, úmido, habitado por morcegos. Enganados estão todos o que assim pensam. Viver é uma decisão, e por isso, vivendo como fênix ou como um vermizinho, a vida não deixa de existir em nenhum deles, se assim escolherem.
Para muitos deixar uma vida exuberante é o mesmo que buscar a morte, talvez seja, mas mesmo por trás de grandes erros, existem ensinamentos profundos e que estão destinados aos errantes. Talvez seja essa a busca do fênix, a morte, não física evidentemente. Mas aquela que diz respeito a mudanças no seu modo de pensar e agir. Viver como fênix é buscar conhecer-se, mas ainda assim ele não é imune ao seu prestígio pessoal, ao orgulho de si mesmo, de suas conquistas, o que é bastante natural para qualquer um, mesmo para o fênix, mas este estado de excitação para ele dura somente alguns instantes, pois está interessado não na glória e sim em conhecer-se, por isso ele abre mão da sua vida exuberante, deixando de ser o pássaro solitário. passando a ser verme, pois nesta fase estamos sem a capa do prestígio social, isso ocorre porque nós tiramos nossas máscaras, decidimos ser quem somos, como resultado nossos olhos são abertos e podemos ver mais claramente nossa imagem.
Isso escandaliza a muitos e para escaparem da visão repugnante aos olhos, eles rotulam, estabelecem preconceitos, para não verem que os vermes são eles também. Mas embora outros sejam vermes, e, por não perceberam que são, continuam vermiformes, é justamente naquele que se vê como o menor, onde as penas de chamas eternas começam a nascer, afinal descobriu através dos erros que era possível acertar. O fênix ressurge com suas penas de fogo.
E agora que possui asas terá que voar.
Últimas palavras por hoje:
O aprenizado do fênix é saiba ser feliz no muito e no pouco.
Breve, mui breve ele se entregará novamente ao fogo. Mostrando que sua vida é ciclica, não por ser rotineira, antes porque busca o conhecimento sobre si mesmo e como esse se renova constantemente, faz com ele esteja sempre se transformando, de fênix à verme, e de vermiforme ao pássaro solitário..