terça-feira, 18 de dezembro de 2007

A idade perfeita?

"Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer. Uma fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.Um tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se presente e tem a duração do instante que passa."

Texto retirado de algum lugar que não lembro mais... e que de alguma forma me tocou, talvez seja a sua visão otimista do presente: construr sonhos, viver intensamente.
Para mim o presente é incerteza, nada mais do que isso, fora lógico, as contradições, que por felicidade ou infelicidade, ainda não descobrir, caminham continuamente junto ao meu presente... Fazer o que? Mesmo assim continuo no reino dos vivos e nele pretendo ficar até envelhecer.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Sem título

Não obedeço a métrica
Nem a forma
Tão pouco a estilística
Menos ainda a coerência
Qual minha intenção?
Só provocação
Só provocação

Não quero ser demaseadamente ista

Não é minha vontade ser ista
Ser isto ou aquilo

Não é minha vontade ser ista
Nem pessimista, nem otimista
Nem muito menos extremista

Não é minha vontade ser ista
Mas ser o que sou

Não é minha vontade ser ista
Isso mesmo... pq ter um roteirista da minha vida?

Não é minha vontade ser seu ista
Isso mesmo... pq eu serveria de roteirista de sua vida?

Não é minha vontade ser ista
Mas se eu tiver mentindo para mim mesmo
Então só o futura dirá qual sou
Pessimista, otimista, extremista ou roteirista

Vazio existencial de um pessimista

Da união de óvulo a um espermatozóide, surgiu nove meses depois alguém pesando aproximadamente quatro quilos. De pais socialmente bem-sucedidos, não faltou bem material a esta criança. Ela crescia em estatura, mas algo lhe faltava. Não sabia ao certo o que era, só que era incompleta. Não entendia o porque de tal estado, afinal não sabia o que lhe faltava.

Então buscou ser preenchido por alguém, por situações, por qualquer coisa. E sem saber ao certo quem era, cresceu e percebeu tarde demais que a criança ja não existia, ora o tempo havia passado e naturalmente ele acabou se tornando um adulto.

Ou melhor seu físico era, sua aparência era de um adulto, no entanto, no seu interior continuava a mesma coisa, o vázio existencial...

Sabia agora que era culpado disso, porque tomou o caminho mais fácil para si, mesmo sabendo que o preço saíria muito caro no final, o de permanecer no vázio, sem idéias próprias, sem capacidade de discernir suas escolhas, sem direção, sendo apenas levado pela vida.

Podem se perguntar mas que destino cruel o desta criança. Ela se fazia esta pergunta e agora já sabe a resposta: aquela criança acreditava na sorte e no destino, por isso correu o risco, mas essas coisas não existem, mas somente as ESCOLHAS. No final ela estava apenas recebendo o que já havia escolhido, já que ela tinha optado por não conhecer, ou melhor, por não lutar pela sabedoria profunda da vida. Se sujeitou apenas ao comum, ao banal. Trocou sua riqueza pelo nada.

Sua aparência era de um rei, seu estado era de um miserável

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Olhos, ouvidos e boca

As vezes eu sou olho que ti quer ver
As vezes eu sou olho que quer enchegar à tudo e à todos
Mas não pense que sou mexeriqueiro
Não pense que sou bisbilhoteiro
Apenas tenho vontade de conhecer o modo de viver
Apenas tenho vontade de saber quem é você

As vezes sou ouvido para ouvir...
Seus lamentos, suas dores, suas alegrias
As vezes sou ouvido para ouvir o que você não quer dizer
As vezes sou ouvido para entender seu silêncio
E tudo isso só para te conhecer

As vezes eu sou boca
Boca que te faz sorrir, cantar e até gozar
Eu sou boca que te quer conquistar
Eu sou boca que fala sem pará e sem pensar

Eu sou assim um descontrolado
Sou assim um apaixonado por ti
Mas tudo que tenho a dizer no final é....

Um simples ai de mim, já que meu tato nunca provou a ti

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Beowulf - uma lenda existencialista

Antes de mais nada quero dar três explicações, a primeira é: em respeito aos existencialistas, dos quais alguns são amigos meus, não pensem vocês que meu desejo seja o de ridicularizar seu estilo de vida, ao associar essa corrente filosófica a um filme que para muitos é de quinta categoria, minha intenção será apenas a de falar das impressões que tal filme me troxe.

E a segunda, é que ainda sou cristão, apenas deixei de ser tão hermeticamente fechado a ortodoxia da fé, talvez e apenas talvez, por isso gosto ultimamente de fazer associações e combinações inusitadas e até contraditórias a minha crença. Faço essa segunda ressalva por achar que muitos cristãos ficam condoídos por qualquer suspeita de mancha ao seu sistema religioso e como seu que o existencialismo é ateísta, logo o primeiro cristão mais ortodoxo ao ler essa página do me blog pensará que minha intenção será a de criticar essência do cristianismo. Ainda está longe de mim tal prática. Repito falarei apenas da minha leitura e das impressões que o filme me trouxeram e nada mais.

A última é pelo fato de eu conhecer tão pouco do Existencialismo, por que ao saber pouco, acabo falando pouco e com isso sei que não estarei dando a sua devida importância e valor, assim deixo o meu pedido de desculpas aos existencialistas. Digo ainda que do pouco que sei do Existencialismo, já o respeito e considero importante.

Falando do filme agora... vejo que por trás das feições anabolizadas de Beowulf há ali uma representação que ultrapassa o simples padrão de perfeição: beleza e força. Se caso Beowulf tivesse nascido na Grécia Antiga, ele certamente seria um outro filho bastardo de Zeus ou melhor, seria irmão de Hercules. Mas ainda que Beowulf fosse realmente filho de um deus nórdico, para ele isso nada significaria, pois somente ele conduzia a sua vida, ele não atribuia a mais ninguém essa responsabilidade, a não ser a ele próprio. Bem como não havia nele uma moral do bem ou do mal...

P.S: Tudo aqui ainda são notas de um assunto que pretendo aprofundar. Ainda não fiz isso por razões muito comuns para mim, a falta de uma memória mais apurada... o que me obriga a ter que rever o filme de Beowulf, pois somente assim poderei dar mais detalhes do porque eu achar que o filme apresenta notas interessantes do Existencialismo.
Reconheço, novamente, que sei muito pouco de obras existencialistas como Sartre, por isso pretendo realizar mais leituras desse autor, até por que eu não quero ser tido por mentiroso