quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Beowulf - uma lenda existencialista

Antes de mais nada quero dar três explicações, a primeira é: em respeito aos existencialistas, dos quais alguns são amigos meus, não pensem vocês que meu desejo seja o de ridicularizar seu estilo de vida, ao associar essa corrente filosófica a um filme que para muitos é de quinta categoria, minha intenção será apenas a de falar das impressões que tal filme me troxe.

E a segunda, é que ainda sou cristão, apenas deixei de ser tão hermeticamente fechado a ortodoxia da fé, talvez e apenas talvez, por isso gosto ultimamente de fazer associações e combinações inusitadas e até contraditórias a minha crença. Faço essa segunda ressalva por achar que muitos cristãos ficam condoídos por qualquer suspeita de mancha ao seu sistema religioso e como seu que o existencialismo é ateísta, logo o primeiro cristão mais ortodoxo ao ler essa página do me blog pensará que minha intenção será a de criticar essência do cristianismo. Ainda está longe de mim tal prática. Repito falarei apenas da minha leitura e das impressões que o filme me trouxeram e nada mais.

A última é pelo fato de eu conhecer tão pouco do Existencialismo, por que ao saber pouco, acabo falando pouco e com isso sei que não estarei dando a sua devida importância e valor, assim deixo o meu pedido de desculpas aos existencialistas. Digo ainda que do pouco que sei do Existencialismo, já o respeito e considero importante.

Falando do filme agora... vejo que por trás das feições anabolizadas de Beowulf há ali uma representação que ultrapassa o simples padrão de perfeição: beleza e força. Se caso Beowulf tivesse nascido na Grécia Antiga, ele certamente seria um outro filho bastardo de Zeus ou melhor, seria irmão de Hercules. Mas ainda que Beowulf fosse realmente filho de um deus nórdico, para ele isso nada significaria, pois somente ele conduzia a sua vida, ele não atribuia a mais ninguém essa responsabilidade, a não ser a ele próprio. Bem como não havia nele uma moral do bem ou do mal...

P.S: Tudo aqui ainda são notas de um assunto que pretendo aprofundar. Ainda não fiz isso por razões muito comuns para mim, a falta de uma memória mais apurada... o que me obriga a ter que rever o filme de Beowulf, pois somente assim poderei dar mais detalhes do porque eu achar que o filme apresenta notas interessantes do Existencialismo.
Reconheço, novamente, que sei muito pouco de obras existencialistas como Sartre, por isso pretendo realizar mais leituras desse autor, até por que eu não quero ser tido por mentiroso

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