sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Vazio existencial de um pessimista

Da união de óvulo a um espermatozóide, surgiu nove meses depois alguém pesando aproximadamente quatro quilos. De pais socialmente bem-sucedidos, não faltou bem material a esta criança. Ela crescia em estatura, mas algo lhe faltava. Não sabia ao certo o que era, só que era incompleta. Não entendia o porque de tal estado, afinal não sabia o que lhe faltava.

Então buscou ser preenchido por alguém, por situações, por qualquer coisa. E sem saber ao certo quem era, cresceu e percebeu tarde demais que a criança ja não existia, ora o tempo havia passado e naturalmente ele acabou se tornando um adulto.

Ou melhor seu físico era, sua aparência era de um adulto, no entanto, no seu interior continuava a mesma coisa, o vázio existencial...

Sabia agora que era culpado disso, porque tomou o caminho mais fácil para si, mesmo sabendo que o preço saíria muito caro no final, o de permanecer no vázio, sem idéias próprias, sem capacidade de discernir suas escolhas, sem direção, sendo apenas levado pela vida.

Podem se perguntar mas que destino cruel o desta criança. Ela se fazia esta pergunta e agora já sabe a resposta: aquela criança acreditava na sorte e no destino, por isso correu o risco, mas essas coisas não existem, mas somente as ESCOLHAS. No final ela estava apenas recebendo o que já havia escolhido, já que ela tinha optado por não conhecer, ou melhor, por não lutar pela sabedoria profunda da vida. Se sujeitou apenas ao comum, ao banal. Trocou sua riqueza pelo nada.

Sua aparência era de um rei, seu estado era de um miserável

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