terça-feira, 29 de abril de 2008

Minhas respostas

Eu vi e, dentro de mim, disse: _Não!!! E tal como a resposta soou resoluta, da mesma forma pareceu [para mim] que eu havia verdadeiramente estabelecido minha vontade. Mas imediatamente uma pergunta veio: _Até quando, até quando permanecerei firme a esta declaração? E contrariando toda a lógica, dessa vez eu sabia que logo, logo, eu agiria segundo o meu bem entender, independente da minha decisão primeira. Digo isso porque no meu passado, já havia me deparado tantas vezes com tal situação, no entanto, com uma diferença, naquela época acreditava piamente que aquilo que eu dizia no meu íntimo era justamente a minha real escolha e por isso a seguiria até o fim. Não foi bem assim, nunca foi assim. Mesmo que tivesse de lutar não haveria de ser diferente, porque, para ser bem franco, isto eu fiz muitas e muitas vezes, e de nada serviu.

E por que de nada serviu? Agora já respondo sem temer em nada, faltou verdade para comigo mesmo. Sim, exatamente isso. Afinal quem vai querer admitir para si, o que o livro da profecia diz: " o cão voltou a alimentar-se do vômito e o porco, a volver-se na lama". Ninguém, absolutamente ninguém. A não ser que este alguém decida se aventurar por ai, afim de saber realmente se vômito e lama enchem o mundo. Não entenda, Céus, que isto foi rebelião... foi tão somente, vontade de saber, qual minha vontade.

Voltando ao que dizia no início. Mesmo o meu coração dizendo não e sua voz surgir repentinamente tão forte, ao ponto de despedaçar todas as resistências a ele. Ainda assim eu sabia que logo, logo, eu atenderia as outras vozes, da minh'alma e da concupiscência, que diziam sim. Vá e faça. Agora é mais fácil segui-las e atendê-las, já que eu decidi assumir todos os riscos e estou disposto à provar as coisas desta vida.

P.S: Você que é coração, não se espante e nem se escandalize por causa das minhas palavras, eu estou apenas sendo cada vez mais sincero e buscando nisso a minha verdade. Se agora eu quero sentir, tocar, cheirar, provar, não significa que viverei sempre nesta vida, a não ser é bem verdade, que eu seja mais feliz assim do que fui no meu passado. Sei que muita coisa do que disse choca, porque eu também já fui só coração e sei, que quem assim é, se escandaliza facilmente. Mas lembrece do que falei no começo, o meu coração disse não, ou seja, resta ainda a sua voz dentro de mim e ela ainda é bastante forte, mesmo depois de todos esses anos.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Programa de desintoxicação

Primeira etapa:

Atividades diárias da semana
Objetivo: combater o meu comportamento compulsivo-obsessivo pela preguiça

08:00 - café (se eu estiver acordado)
09:00 - estudo
10:00 - lanche (hmmm)
10:15 - estudo
11:00 - pausa (ainda bem)
12:00 - almoço
13:00 - livre (eu acho q vou aproveitar e dar uma esticadinha...)
14:00 - estudo
15:00 - lanche
15:15 - estudo
16:00 - academia (tow precisando mesmo)
17:00 - livre ( vou aproveitar e ficar vendo o Sem Censura)
18:00 - janta
19:00 - livre (q droga, num passa nada de bom nesse horário)
20:00 - estudo (chega, num quento mais)
21:00 - livre
22:00 - dormir (até parece)
* Seguir criteriosamente os hoários para um bom resultado do programa.

Obs: Espero superar as crises de abstinência, porque desta vez se eu não conseguir vou buscar ajuda profissional, ou seja, o psiquiatra.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Confuso demais

Sim eu sou confuso. Principalmente, quando se trata de falar das coisas que se passam no coração. Por que todos tem um, certo? Bem tenho certeza que nem sempre é assim; há pessoas que já tiveram e hoje estão ocas no peito. Eu mesmo sou um exemplo do que falo, o meu foi arrancado e até hoje eu não o encontro em lugar nenhum. Imagino que por eu dizer isso, você pense logo que eu seja um descrente no amor; muito pelo contrário, eu acredito nele, presente na vida dos outros, é bem verdade, mas acredito! E minha explicação para tudo isso é simples, eu estou fechado, sem querer correr riscos, frustrações, dores de amor.

Mas depois de tantos anos assim, não sei mais se quero continuar isolado, trancafiado. Vejo que tenho ficado mal humarado, não por eu ser ranzinza, muito pelo contrário sou um eterno otimista e sou capaz de ser feliz com coisas simples da vida. Só não suporto a obsessão que os outros têm em sempre querer que você esteja com alguém, sim eu não aguento as afirmações das pessoas que dizem que a tristeza e a solidão são companheiras daqueles que não amam. Essas palavras me deixam raivoso, inquieto e, por vezes angustiado. Pois essa mania de controle que muitos seres humanos têm (mania de que todos tenham o mesmo destino, a mesma vida) não me desce, e não consegue me moldar, já que eu me fiz ser diferente. Mas em todo caso, há em minha mente a indagação se isso não é o mau, que carrega todo aquele que decidiu não amar: ser sempre interpretado e julgado de forma errada pelos outros. Engraçado, mesmo passando por tudo isso, ainda assim prefiro ser considerado um cão raivoso, depressivo, do que me submeter a tantas coisas que são necessárias quando se ama.

Sim eu já amei, muito por sinal. Eu era só paixão a muito tempo atrás, antes de muitos me conhecerem como sou hoje. Antigamente eu poderia ser resumido àquele tipo de pessoa que se apaixona facilmente, sem nenhum esforço. Mas neste aspecto, realmente as coisas mudaram e hoje é preciso muito mais do que isso. É necessário que eu tenha um coração, porque como eu disse ele foi arrancado. Não pense que foi alguém que pisou ele, não foi isso. Foi eu mesmo que o arranquei. Sou oco, no peito! O estranho de tudo isso... é a minha frieza, essa sim é a dor que eu carrego e ela eu não surporto. Esse tipo de dor é demais para qualquer um, e ela está em mim, porque quando você decide arrancar o seu coração, na verdade seu peito não fica vázio, ele é preenchido, embora seja aos poucos e imperseptívelmente, pela frieza da indiferença. E quando menos se espera, todo o seu interior já foi completado por esse veneno. Você então deixa de ter sentimentos por outrem. E não sentir, por mais paradoxo que pareça, é doloroso demais. E essa dor eu estou cansado de ter e nenhum ser humano foi feito para tê-la eternamente dentro de si.

Só resta agora eu ir atrás do meu coração, e pior, num faço idéia de onde ele esteja. Encontrá-lo será tarefa muito ardua para mim, pois eu já estava acostuamado a certa superioridade por não amar. Sim você se senti muito superior, aos outros, quando não ama. É a superioridade da liberdade, afinal você vai para onde quer, com quem quer, faz o que quer, na hora que quizer, bom demais isso!!! É bem verdade que essa sensação de plena liberdade é passageira, mesmo que ela dure anos, um dia ela passa e quando isso ocorre só restará marcas tão profundas quanto o amor, só com um detalhe, estas doem muito mais do que o amor não correspondido.

Para evitar tanto sofrimento, penso seriamente em mudar e realmente passar a procurar o meu coração. Agora, e se ele não estiver mais em mim? Porque veja bem, eu simplesmente larguei ele por ai; não sei onde, se em mim ou não. E se eu tiver que procurá-lo em outro coração? Será? Bem... se isso acontecer lasquei-me, porque como alguém vai se interessar por um sujeito confuso assim; que diz que já amou demais, mas depois deixou isso de amar para lá e que agora pretende voltar atrás, para procurar algo que já teve em abundância e simplesmente hoje não tem mais.

Realmente é confuso demais, mas olhando por ai parece ter muita gente igual a mim, que amaram, deixaram de amar e agora querem voltar atrás.

P.S: Quando falo de amor, me refiro a enamorar-me, foi está parte do coração que arranquei a muito tempo. Essa é a mais pura verdade.