Não tenho a poesia do poeta, nem o dom de escrita do escritor, mas a ousadia de falar, ainda que sejam palavras soltas ao vento e que não atinjam a ninguém, sei que elas me atingirão e isso me basta. Há certo tempo eu vivia na esperança de alcançar uma outra vida, eterna e paradisíaca, mas nesta busca nunca fui plenamente feliz, pois depois de tanta renúncia e mais renúncia, eu retornava a minha posição inicial de ausência de identidade. Infelizmente não dá para entrar em detalhes aqui, levaria bastante tempo e talvez não ficasse claro o sentido da ausência de identidade, a única coisa que posso deixar é o que já dizia o livro da Profecia "[...] o que não quero isso eu faço [...]".
E por viver essa ausência você acaba descobrindo que está perdendo tudo... seu passado, presente e futuro, enfim a história da sua vida, já que no final você não havia conquistado nada, apenas a ilusão de uma vida futura, que você teria se caso você fosse diferente. Sei que parece loucura o que eu disse, mas na realidade não é, por que é fácil aceitar ser aquilo que não somos, alguns fazem isso no campo da razão, outros usam a fé, enfim sejam crentes ou não, acredito que os homens negam muito da sua identidade, e continuam bem consigo mesmo. Como eu queria que comigo tivesse sido igual aos demais... embreagados na negação da própria identidade. A vida assim seria muito mais fácil e tranquila, mas não sei se seria a melhor, já que onde estaria a satisfação de realizar o que realmente se desejou.
Se por culpa do destino, se foi carma ou apenas teimosia pura e simples, não sei, mas o fato é que eu sempre retornava a ter sentimentos de ausência e contra isso eu lutei até onde pude, até que desisti e assumi os riscos de ser eu mesmo. Para mim isso não significava apenas sair por ai, fazendo o que bem entender, assim seria fácil demais. Eu precisava abrir mão da minha vida futura, aquela eterna e paradisíaca, que todo fênix acredita ter. Abrir mão disso não é nada fácil, aliás pode ser para alguns, até para a grande maioria, mas nunca tinha sido fácil para mim, outras vezes eu já havia abandonado toda essa crença, mas sempre voltava atrás, a vida futura era agradável demais aos meus olhos e me atraía profundamente, até que... como dizer, até o momento das primeiras crises de identidade, essas com o tempo foram só aumentando, e enfim eu me vi sem história, ou melhor, que ela se resumia a idas e vindas, e por isso eu nunca havia me lançado de verdade rumo a um caminho certo, fosse esta vida ou a futura; eu havia ficado no meio delas e por isso não tinha história.
E por viver essa ausência você acaba descobrindo que está perdendo tudo... seu passado, presente e futuro, enfim a história da sua vida, já que no final você não havia conquistado nada, apenas a ilusão de uma vida futura, que você teria se caso você fosse diferente. Sei que parece loucura o que eu disse, mas na realidade não é, por que é fácil aceitar ser aquilo que não somos, alguns fazem isso no campo da razão, outros usam a fé, enfim sejam crentes ou não, acredito que os homens negam muito da sua identidade, e continuam bem consigo mesmo. Como eu queria que comigo tivesse sido igual aos demais... embreagados na negação da própria identidade. A vida assim seria muito mais fácil e tranquila, mas não sei se seria a melhor, já que onde estaria a satisfação de realizar o que realmente se desejou.
Se por culpa do destino, se foi carma ou apenas teimosia pura e simples, não sei, mas o fato é que eu sempre retornava a ter sentimentos de ausência e contra isso eu lutei até onde pude, até que desisti e assumi os riscos de ser eu mesmo. Para mim isso não significava apenas sair por ai, fazendo o que bem entender, assim seria fácil demais. Eu precisava abrir mão da minha vida futura, aquela eterna e paradisíaca, que todo fênix acredita ter. Abrir mão disso não é nada fácil, aliás pode ser para alguns, até para a grande maioria, mas nunca tinha sido fácil para mim, outras vezes eu já havia abandonado toda essa crença, mas sempre voltava atrás, a vida futura era agradável demais aos meus olhos e me atraía profundamente, até que... como dizer, até o momento das primeiras crises de identidade, essas com o tempo foram só aumentando, e enfim eu me vi sem história, ou melhor, que ela se resumia a idas e vindas, e por isso eu nunca havia me lançado de verdade rumo a um caminho certo, fosse esta vida ou a futura; eu havia ficado no meio delas e por isso não tinha história.
Percebi, com isso, que não viver vida alguma nesta vida, ou seja, não experimentar das cores, sabores, cheiros, que esta vida oferece, significa morrer de verdade; deixando passar não apenas uma vida, mas todas as chances de viver qualquer uma, seja ela qual fosse. Isso era o que acontecia comigo, eu morria estando ainda vivo e por isso perdia duas vidas, tanto esta como a futura. Caberia a mim, portanto, dar novo sentido ao meu modo de viver e foi o que eu fiz, e é o que estou fazendo, vivendo nesta vida. Acredito que assim ainda posso ganhar aquela outra, exatamente... a futura.
P.S: Vida futura não significa, aqui, necessariamente, uma vida de significados dados pela fé, mas pode ser entendida também como sendo aquela que cada um almeja como sendo a melhor para si.
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