domingo, 21 de dezembro de 2008

Desejo

Cansado das mesmas coisas, cansado de ser o mesmo, cansado de se sentir pequeno; antes de qualquer julgamento, adianto que não estou me sentindo inferior a nada ou a ninguém, o que sinto é apenas necessidade de crescer como pessoa, de me tornar melhor, de me apegar a valores maiores que estão no espírito humano. Para isso penso em dar tempo para mim onde eu possa aprimorar a minha mente, os meus valores, a minha visão, os meus gostos; mas mesmo que esse tempo não venha eu decido crescer e nisto me doarei e dedicarei os meus esforços. Espero assim aprender a me desapegar das coisas pequenas desta vida, daquilo que é momentâneo, que não deixa ensinamentos. Mas tudo o que tenho por certo é apenas a incerteza e ela é o meu assombro, pois será que conseguirei seguir este caminho de distinção, será que meus pensamentos se iluminarão de sabedoria? Dúvidas que fazem suspirar o meu espírito por saber que tudo o que busco não está a venda, está oculto aos olhos, pois somente o coração é capaz de sentir, ver e dar a direção, sim apenas ele pode me ensinar a encontrar o que busco, a sabedoria.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Revelações

Profundidade psicológica, visão poética, beleza artística, acuidade nas palavras, vida expressa com intensidade, observação racional, sensibilidade de um espírito iluminado, toque na alma, revelador dos anseios humanos, incansável observador, decifrador dos enigmas do homem; sim como gostaria de ter esse dom ao escrever, de ter nas palavras o poder de ir além delas e penetrar no interior do outro, retirando dele sensações que ele desconhecia, ou mesmo o medo, a dor, a alegria, ou simplesmente a curiosidade de continuar a leitura, para saber o final ainda que esperado. Gostaria de ser o escritor desta vida e não de outras inventadas, que se enquadram apenas na fantasia de alguém distante da realidade. A vida eu a retraria não bela e nem feia, gostaria de mostrá-la como a vejo, uma mistura de cores que vai do negro, do cinza, ao vermelho, amarelo, azul, verde e branco. Mas não minto a ninguém e nem quero esconder que falta capacidade, sensibilidade e até bagagem, muita mesmo, para tanta proeza. Ainda sigo de longe, muito longe os caminhos de Dostoievski...