O que fazer quando uma inspiração bacaninha não vem, talvez o melhor seja ir, teclando de maneira solta, sem compromisso com a ordem. Como um exercício para a mente liberar aquilo que está dentro, seja o grito, a dor, a alegria, ou uma pessoa, por falar em pessoa há uma especial, a menina dos gatinhos, tanta sensibilidade, tanta humanidade, e eu aqui com cara de santo, e ela triste, chorando pela vida dos gatinhos, e eu simplesmente olhando. Não sei se sou gente não, fico apenas olhando tanta coisa que passa nesse mundo, vejo pedintes, velhinhos, doentes, tanta gente precisando de uma mão e eu com cara de santo o que faço então, nada não, nada não. Ela nem acredita em santo, mas tem mais coração, muito mais fé que muito santo por ai e faz mais que eles, ela não acredita em santos de barro, mas quieta tira os sapatos para lutar por mais dignidade e valores humanos. E eu, aqui, vejo e dentro de mim diz, preciso mudar, tenho que aprender a ser iluminado
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