sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Despedida no aniversário

Mesmo que a razao diga foi melhor assim
O coração desmente tudo
Eu ja não sei o que é melhor
Se distância ou presença
Se o tempo sara ausência
Eu já nem sei o que esperar
Pois se ainda sinto o tempo não passar
Pois se fico a imaginar
Que sim.. poderia ter sido diferente
Se eu tivesse sido diferente
Não sou de guardar teorias e fórmulas de felicidade
Sou de viver
De acreditar
Mesmo na dor, mesmo no pesar
Que poderia ser diferente
E agora aqui estou
Desconsolado estou
Pois se antes eu poderia te ligar
E assim me confortar
Com tua voz ao falar
Um simples oi, olá
Hoje me resta o silêncio
E saber como ainda vou descobrir de te esquecer
Perto de mim
Amizade sim com certeza não morrerá
Mas eu vejo que terei que me afastar
Me guardar da tua presença
De contigo querer ficar
Não se preocupe, vou melhorar
Vai passar a dor
E eu poderei te ver novamente e sorrir ao teu lado
Por enquanto, o que faço, agora
É o desabafo da alma
A frase que ficou
Do filme e livro homônimo que você não gostou
E com o desabafo passa
Apesar da vontade ser de gritar
Vamos voltar... (mas isso digo só para mim)
Ou melhor vai passar.. a dor
E ficar o que você falou
Da crônica de Arnaldo Jabor
"Demos certo"

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Água

Sou água
As minhas cachoeiras, os meus lagos estão ocultos
Me apresento sempre como órvalho
Sou singelo, simples como uma gota d'água
Procuro aquele que aprecie o suave toque
O gesto simples do chuvisco,
quando molha suavemente o rosto

Minhas torrentes, as tenho, guardadas
A chuva que lava a alma andam comigo
As crianças saltam de alegria nas ruas
quando desço montado em um toró
Eu sou a alegria das coisas simples
Meu espetáculo eu guardo para os
que desejam o toque do órvalho

Um dia desses

Onde está a minha força? Eu a entreguei e não sei ao certo se a terei de volta, digo que gostaria de volta a ser a pessoa confiante de outrora, o menino com coração de homem, o homem com coração de criança, aquele que busca crescer, que olhava para a singelesa da vida para achar os caminhos da sabedoria. Se vê partido. Tentando juntar-se para ir em frente naquilo que se propôs. Está sozinho? Não sabe ao certo, mas senti-se assim, e por isso viu sua força ir. Quer se recuperar, para prosseguir rumo ao seu destino. Chora, gostaria de chorar, lágrimas que lavam a alma. Não tem forças, seu ânimo se rende a melancólia de uma areia branca.



Sempre se pergunta para quem serão os versos, para quem serão as palavras lançadas? porque não se vê nelas? porque a canoa quebrada retorna a prosa na subjetividade de quem falou que esqueceu? porque agora que se vê quebrado retoma-se a um dia tão triste?



Queria a força de muitos outros versados na literatura, queria a virtude dos que tem o espírito iluminado. queria ser mais profundo na vida, queria mergulhar na sabedoria, queria fazer dela sua companheira...



Não sabe como, não sabe nem se essas palavras eram para está aqui



Sente no coração um aperto e pensa se eu pudesse te levaria ao meu jardim, te mostraria as minhas flores, te encantaria com meu perfume, te banquetearia com o pomar que com amor cultivei. Agora sou espinho, não por querer, estou quebrado, partido no espírito, pede a mim para conquistar-te, mas eu pergunto, você sabe que tenho um jardim? vê que tenho flores e um pomar para ti? E que meu perfume é teu? Porque não entras se diz dentro de você que sim. Sou apenas espinho? É isso que teus olhos vêem?



Olha o coração, escuta-o, estou quebrado, fiz meu melhor, faço meu melhor, já não sei, já não sei o que fazer...