quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Um dia desses

Onde está a minha força? Eu a entreguei e não sei ao certo se a terei de volta, digo que gostaria de volta a ser a pessoa confiante de outrora, o menino com coração de homem, o homem com coração de criança, aquele que busca crescer, que olhava para a singelesa da vida para achar os caminhos da sabedoria. Se vê partido. Tentando juntar-se para ir em frente naquilo que se propôs. Está sozinho? Não sabe ao certo, mas senti-se assim, e por isso viu sua força ir. Quer se recuperar, para prosseguir rumo ao seu destino. Chora, gostaria de chorar, lágrimas que lavam a alma. Não tem forças, seu ânimo se rende a melancólia de uma areia branca.



Sempre se pergunta para quem serão os versos, para quem serão as palavras lançadas? porque não se vê nelas? porque a canoa quebrada retorna a prosa na subjetividade de quem falou que esqueceu? porque agora que se vê quebrado retoma-se a um dia tão triste?



Queria a força de muitos outros versados na literatura, queria a virtude dos que tem o espírito iluminado. queria ser mais profundo na vida, queria mergulhar na sabedoria, queria fazer dela sua companheira...



Não sabe como, não sabe nem se essas palavras eram para está aqui



Sente no coração um aperto e pensa se eu pudesse te levaria ao meu jardim, te mostraria as minhas flores, te encantaria com meu perfume, te banquetearia com o pomar que com amor cultivei. Agora sou espinho, não por querer, estou quebrado, partido no espírito, pede a mim para conquistar-te, mas eu pergunto, você sabe que tenho um jardim? vê que tenho flores e um pomar para ti? E que meu perfume é teu? Porque não entras se diz dentro de você que sim. Sou apenas espinho? É isso que teus olhos vêem?



Olha o coração, escuta-o, estou quebrado, fiz meu melhor, faço meu melhor, já não sei, já não sei o que fazer...

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