Fez uma carta, falava de reconciliação, colocou seu coração nela, mas não enviou, guardou, preferiu esperar por que veio paz, ao pensar, é melhor deixar a amizade tomar o lugar vázio, sentiu-se melhor por ver que ganhou um amigo, e descansou.
Na manhã seguinte seu primeiro pensamento foi um nome, disse para si, a amizade tome seu lugar, gostaria de ter um botão capaz de desligar, por um instante, um simples momento, o nome que não sai da lembrança, dizia será o silêncio meu remédio, meu amargo bálsamo, até que a areia branca tome seu lugar, temia que com isso fosse se afastar de quem não queria está longe, ainda teme...
Dias já se passaram, conversas ocorreram, a paz chegou, a amizade tem tomado o lugar, mas o tentar ainda não sai, seu consolo é esperar "o que será, será", a vida é assim.
De repente um silêncio de dois, cortado por um fim de semana para esquecer, vai caminhando bem, até acordar e ver que o dia será muito mais longo do que queria, e que por todo esse longo dia, uma saudade agitaria o peito, insistiu no seu dizer a amizade tome seu lugar, inusitadamente, uma nova conversa com o agora amigo, uma ótima conversa, o pensamento já percebia amigos somos, despediu-se da ótima conversa e dormiu, acordou tranquilo, sossegado, e repetia serenamente para si amigo agora somos, até que o silencio foi rompido por uma mensagem, doce mensagem, que dizia coisas boas de nossa conversa, decidiu responder, ficou se perguntando porque aguardo resposta, lembrou do carinho que ainda leva consigo, pensou nesse carinho com mais carinho ainda, não queria deixá-lo num lugar comum, por isso tocou-o novamente dentro de si, sabia que ele podia evocar o nome, tanto que aconteceu...
Passou o resto do dia no silêncio de dois, não tinha se acostumado, embora pensasse que sim...
Desabafa e deixa tudo tomar seu lugar...
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