Dias que se repetem, angústias que retomam o lugar. Como moradores reinvindincando a posse da terra. Pertencemos a este lugar, somos desta terra. O coração é nosso lugar, não podem nos tirar daqui. Não podem nos tirar daqui. Estranho é saber que não era para ser assim, ou melhor, havia indícios de que não seria, mas os sonhos foram desfeitos, e hoje é mais um dia de coração apertado. Minha sensação é de terem quebrado meu espírito, entreguei este poder, dei. Sei que não fez por mal, nem por pretensão de vangloriar-se pelo apego de outrem, sei que fez por não saber que tinha tal poder.
Queria o descanso, a paz de volta, mas estes dias são apenas de angustias. A irracionalidade volta gritando, querendo encontrar repouso na alma, e aproveita a fragilidade para sussurrar nos meus ouvidos, veja se consegue sondar algo nas palavras, elas podem dizer novidades. Veneno para a alma é se curvar diante das nossas fraquezas. Infelizmente hoje, não sou forte e fui, vi a prosa, li e reli, perguntas vem a mente, a vontade de entender cada palavra, cada significado, num descontrole de me achar nelas. Onde será que eu estou? qual será o meu paragrafo? Não me vi em nenhum, a não ser no "menino que gostava", seria eu mesmo, estaria ali no passado, difícil acreditar ou aceitar quando na realidade eu queria ser o presente e o futuro.
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