Um lugar ainda vázio e, por estranho que pareça, ele existe por teimosia, nem sempre minha. Pessoas vão e vem, as "bacanas" simplesmente não combinam, as interessantes demonstram desinteressadas cedo demais. Quando o outro lado se entusiasma, eu sinto que não me encaixo e assim sigo, saindo e entrando, indo e vindo, de um lado ao outro, acertando e errando, as vezes, nem tão firme, baqueando; em alguns momentos, nostalgia chega a ser sobrenome, outras vezes, vou livremente como pássaro solto no ar, desinibido, sendo o amante de amores passageiros. Na verdade, eu só quero me perder novamente e continuar assim, até o tempo do fim acertado, do qual não reste arrependimentos, tristeza sim por que é natural sentir o coração apertado na hora da despedida. E por querer a incerteza eu caminho em veredas que não estão prontas e onde tudo oscila, seja a luz, o chão, o ar, a visão, nelas tanto pode fazer Sol ou uma chuva tempestuosa, sem nem sabermos de onde vieram, simplesmente, a imprecisão é uma constante, por que cedo ou tarde ela se apresentará, exatemente isso, lá as estações mudam repentinamente, e isso pega desprevenido ao que se lança com coragem de ir até o fim. Encontrar o equilibrio, se existe nesse caso, é o "x" da questão. Na realidade, não há ponto de equilibrio, os que buscarem por ele não conseguiram o que almejam, é um outro que deve existir, o de mutação. Ter a habilidade de desenvolver a mudança, de trazer aguá no deserto, de ser Primavera em Eras Glaciais, de podar espinhos, de desprender-se de paradigmas. Transformação é a palavra!
As minhas palavras falam de mim, mas eu consigo conjugá-las em verbos expressos pela boca? Fazer-me ser ouvido é o meu ponto "x". Esta na palavra o germen da mutação, quero expremí-lo para que o vázio já não seja.
*P.S: Hoje, por escrever para mim, exclusivamente, deixei a coerência.
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