quinta-feira, 24 de março de 2011

O tempo goteja,
Cada gota agoa
Um tempo que não volta atrás,
Um tempo guardado no coração de alguém

Nesse alguém qualquer
É lenta cada gota que cai,
São eternidades
Vagarosas eternidades

O tempo é lobo silencioso
Só morde, morde, morde
Cada mordida é lembrança
Que doi a dor do aperto
Que doi o tempo guardado no coração de um alguém qualquer

O lobo não arranca pedaços,
Ele só trás lembranças, lembranças, lembranças
Ele só morde, morde, morde
Mas não é a carne, nem ossos, nem sangue
É o coração

Tempo por que me lembras do que devo esquecer?
Tempo por que preferes ser gota?
Tempo por que és esse lobo?

Tempo o que reservas para mim?

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