Textos que buscam a poética do sentimento, da emoção, do coração frio e quente. Palavras desenroladas para tocar o outro de forma diferente, não querem atingir a razão, nem a lógica, muto menos o entendimento. Elas desejam ser apenas cor, cheiro, sabor, som. E se quiserem misturar o azedo sabor com o grave som, mistura-se. Se liquidificarem todos os sentidos numa massa aquosa, assim será feito. Sim a loucura governa este lugar. E neste mundo louco um pouco mais dela é sempre bem-vinda. Desprender-se de amarras métricas, de versos fechados com rimas programadas. Prosas detalhadas, explicadas exaustivamente, articuladas por excessos de pontuação, aborrecem. As suas únicas companheiras são a coesão e a coerêcia, e mesmo elas bebem esse vinho que tudo turva e embaralha. A sua linguagem não quer ser decifrada-codificada. Sempre se lembra que em um mundo de holofotes, ela quer voltar ao que é simples.
Há coisa mais simples do que tocar o outro?
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