segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Seus impossíveis amores

Saia mais uma vez de casa, apesar do cansaço, seu sangue corria acelerado, e a noite o assediava, fraco não resistiu, fez as ligações de sempre e foi. Ansioso, chegou mais cedo que os demais, teve que fica esperando. Então você chegou, nossos olhos se encontraram. Algo diferente em mim aconteceu, eu quis permanecer te olhando. Meus amigos chegaram e você se aproximou. Tive que falar com eles. E dentro de mim eu dizia fique, fique, não vá. Você nos acampanhou e eu estava sem jeito, chegando ao bar você se apresentou, e eu me alegrei. Nos beijamos e, diferentemente, eu quis me deixar ser decifrado. Você falava coisas que eu não entendia, eu ficava rindo. Tivemos que nos despedir logo,  mas a noite realmente tinha valido, só por sua causa.

Amanhecia mais uma vez, e despertando, seu primeiro pensamento era voltado para as estranhas palavras que aquela pessoa havia falado, e elas ressoavam dentro dele e ele as repetia tentando aprender o que elas diziam. Sabia que algo diferente havia acontecido, por que as palavras permaneciam. Sentia-se um bobo por guarda-las, mas mesmo assim as guardou.

Se passaram mais alguns dias. Foram se encontrar. Tinham o mar, a brisa, uma música, uma estrela, e novamente um ao outro. Você havia preparado tudo. E eu sorria.

Eu sorria para você, mas dentro de mim, eu ja gotejava, uma gota que não caiu diante dos teus olhos, mas vertia em mim, eu mostrei a minha felicidadade, mas ela não é duradoura, ela é exatamente, o mesmo tempo que você cantou as nossas músicas ao meu ouvido. E eu sorria, por que fingia para mim que você não estava indo embora, quando na realidade estava. E eu sei que você não queria ir, apenas precisa ir. E eu dizia na vida não temos tudo o que queremos, e dentro de mim eu gotejava, por que essas palavras se voltavam contra mim mesmo. E eu sorria diante dos teus olhos. E eu sorria dentro dos teus olhos.

Hoje, eu ouço nossa música aqui sozinho em minha casa. E eu daqui de casa te procuro como posso, já que eu não posso te ligar. Confesso que por causa disso já estou quebrando o nosso trato de deixarmos as coisas seguirem naturalmente o rumo, me desculpe, eu tenho minhas fraquezas e elas gritam, não consigo contê-las e eu acabo gritando também para não enlouquecer.

Me desnudei, eu precisar dizer que estou aqui, me desculpe. E não se preocupe vamos contuar naturalmente seguindo o rumo das coisas.


Continua...



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