segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Breve palavras

Fiz das chamas minha habitação,
Da transformação o meu caminho...

Até quando? Dificil responder...
Mas me empenharei ao máximo.

Um porta

Há em nós muitas portas, todas elas falam de vontades, desejos, caminhos nos quais seguimos ou, simplesmentes, que deixamos para trás. No entanto, há uma distinta das demais, esta não somos nós que passamos por ela, antes são os outros, quando se encontra aberta, que a atravessam para que possam nos conhecer, e conhecendo se encantem, e se encantando fiquem enamorados por nós, e enamorando... fiquem.

[A tempos esta porta encontrava-se fechada, mas eu decidi abri-la, eu quis experimentar dos seus prazeres, mas me iludiram, até agora o seu nome tem se chamado Pândora, e tal como o mito, há apenas tristeza aqui e o Fênix, assim como no mito, tem vivido como o pássaro solítário]

sábado, 25 de outubro de 2008

Longo dia

Todos saíram hoje, apenas eu fiquei. O que fazer com essas horas que não passam e assombram com uma ansiedade crescente por agitação e curtição. Quero ganhar a noite, mas procuro e não encontro os outros, todos ausentes. Resta-me ir sozinho, cair na balada, já que quem faz a festa é você mesmo e nisso eu sou experiente, pois a velha amiga continua presente, a solidão, nunca me desamparou e nem me deixou só. Irei curti o som, beber, conhecer gente nova... quem sabe assim esse dia passe e com ele velhos fantasmas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Coração errante

Ah... coração errante o meu, sempre andando contra a maré dos outros... quando vão, você quer que fiquem, e quando estão, você não deseja estar perto, não conhece os tempos, nem as estações. Mas dizem que errando é que se aprende. Será que essas palavras servem para os de coração obstinado? Bem nesta vida posso falar apenas do que já vivi e por isso sei que eu não posso me manter fechado, recluso na covardia e na ilusão de tentar ser feliz sozinho, aprender e aceitar isso não foi nada fácil, dono de um desapego já consolidado por anos, tive que passar por uma completa transformação, ou melhor, ainda estou mudando, processando as dificildades, lutando contra uma ansiedade visceral que tira o sono, que dá agônia, desconforto com a espera, até mesmo dores no peito, tenho tentado reaprender a me apegar na hora certa, a dizer as palavras que vão conquistar, a lançar o olhar no momento adequado. Quanta medida, precisão, exatidão para as coisas do coração, mas desde quando o seu paradigma foi a racionalidade, não.. não há nada nele que se assemelhe a isso, ele é de se lançar num despenhadeiro só pela esperança de poder voar ou simplesmente pelo arrepio da queda, por que o coração é dado ao sofrimento, mas não é por masoquismo, antes é pela necessidade de sentir a vida pulsar nele e só há uma maneira de fazer isso, correndo riscos.. os riscos que passa a pessoa que tem o coração aberto... a pessoa que não é mais covarde